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Araburu Kisetsu no Otome-domo yo | Puberdade em modo de ataque

A puberdade é o momento da mudança. Quando somos crianças, o que mais queremos é crescer e tornar-nos adultos. Porém, quando passamos pela adolescência, nosso corpo e nossa mente passam por enormes mudanças que nos deixam perdidos e angustiados, de modo que começamos a entender que, na verdade, amadurecer é doloroso. E mesmo depois de passarmos por todas essas transformações esquisitas, quando nos tornamos mais velhos, bate uma saudade dessa época no qual as preocupações eram menores e ainda tínhamos uma certa inocência.

Agora, fique bem tranquilo, relaxado e acompanhe essa análise sem spoilers para saber se Araburu Kisetsu no Otome-domo yo (O Maidens in Your Savage Season) é realmente selvagem como o título diz, ou apenas uma história dócil e sem graça.

©Okada Mari / ©Emoto Nao / ©Lay-duce / ©Mainichi Broadcasting System / ©Kodansha / ©DMM pictures

Araburu Kisetsu no Otome-domo yo gira em torno de um grupo de meninas que participa do clube de literatura da escola secundária Tojo. Por causa da enorme ligação entre o erotismo e a literatura clássica japonesa, as garotas começam a entrar em contato com assuntos “adultos” e descobrem mais sobre questões relacionadas à sexualidade.

O enredo de O Maidens in Your Savage Season é sobre o amadurecimento. O roteiro é desenvolvido por meio do clube de literatura, no qual as meninas vão descobrindo mais sobre o sexo oposto, os seus próprios desejos e os “problemas” gerados por esses novos e estranhos pensamentos.

A maneira como a história é desenvolvida lembra a puberdade, em outras palavras: uma loucura. O gênero da adaptação fica alternando, a todo o momento, entre o romance, drama e comédia; criando uma analogia interessante com a juventude. Durante a puberdade passamos por uma confusão de pensamentos, no qual não sabemos o que somos e o que estamos sentindo; igual ao anime que não sabe qual tipo de história deve seguir; essa relação de incompreensão acaba se tornando bastante divertida e criativa.

Apesar dessa confusão de gêneros, a história é bem trabalhada. O drama consegue ser sério o suficiente para criar bons momentos de tensão; o romance é fofo e não tem aquele tom adolescente e irritante de Crepúsculo; e a comédia é divertida e possui várias “piadas sexuais” engraçadas, mostrando que o sexo não precisa ser sempre tratado de um jeito tão sério e rigoroso.

Esse “contraponto” me fez questionar se essa história é uma crítica a maneira como o Japão lida com esses assuntos, pois o país, hoje em dia, passa por sérios problemas com relação a taxa de natalidade. Indicando que, talvez, seja o momento de mudar o jeito de tratar a sexualidade dos jovens japoneses, para evitar mais problemas futuros.

Além disso, a obra também consegue ser educativa ao apresentar vários perigos gerados pelo sexo, mostrando temas informativos, como a gravidez, o assédio sexual sofrido por mulheres, menciona doenças sexualmente transmissíveis, alerta sobre encontro com desconhecidos e até sobre a pedofilía. Tudo isso é exibido de uma maneira até que realista e incômoda, mas sem exagerar negativamente e, creio eu, sem ofender ninguém.

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A construção de personagens é feita a partir do crescimento pessoal das protagonistas, nas quais cada uma das cinco heroínas vão descobrindo um assunto específico em relação a maturidade que precisam desenvolver para começarem a se tornar mulheres adultas. Tudo isso é trabalhado de modo que o anime quebra o estereótipo de “pureza” feminina, torna a visão do feminino mais interessante e grita bem alto: “Mulheres também pensam em sexo”.

Agora vamos falar um pouco sobre as cinco personagens principais. O grupo de literatura é composto por Onodera Kazusa, Sugawara Niina, Sudou Momoko, Hongou Hitoha e Sonezaki Rika; de modo que cada garota representa um tema relacionado à puberdade, como se apaixonar, curiosidade sobre sexo, confusão em relação ao sexo masculino, barreiras sociais em relacionamentos e até a questão de tratar qualquer coisa relacionada a sexualidade como um tabu.

Já os coadjuvantes, eles servem para auxiliarem as protagonistas a conseguirem desenvolver o enredo e desvendarem os mistérios sobre o amadurecimento. Normalmente personagens secundários nesses tipos de roteiros não se destacam; mas nessa história teve um certo personagem que conseguiu me chamar atenção, ao apresentar um gosto por um padrão de beleza diferente do japonês tradicional, o que me surpreendeu e agradou bastante.

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A direção de arte do anime é boa. O desenho dos personagens é delicado e bonito, de modo que todos os personagens possuem um visual agradável e possuem olhos grandes e bem expressivos; lembrando bastante Kuzu no Honkai (apesar da história de Otome Domo-yo ser mais “leve”).

Outro detalhe bacana da direção de arte é a utilização das cores. A obra utiliza tons bem claros que criam uma analogia muito interessante entre uma folha de papel em branco e o fato das protagonistas ainda serem donzelas. Ou seja, as garotas não estão definidas e ainda estão “puras”; da mesma maneira que uma folha de papel em branco que ainda têm a liberdade de adquirir qualquer cor ou desenho desejado.

A fotografia da adaptação também tem os seus momentos de destaque. Durante o primeiro episódio, os enquadramentos da câmera conseguem tornar algumas cenas bem dinâmicas, divertidas e muito bem dirigidas. Além disso, a animação da abertura e do encerramento de Otome-dome yo vão se modificando ao decorrer da série; tornando extras mais interessantes e evitando com que o espectador os pule.

©Okada Mari / ©Emoto Nao / ©Lay-duce / ©Mainichi Broadcasting System / ©Kodansha / ©DMM pictures / ©CHiCO with HoneyWorks

A dublagem de AraOto está bem competente. As personalidades e aparências das personagens principais combinam com as vozes das dubladoras, em especial a que faz a Hongou-senpai. A seiyuu Kurosawa Tomoyo consegue criar entonações que deixam a protagonista engraçada.

A trilha sonora do anime possui músicas bonitas e que combinam com as necessidades de cada cena; com um destaque maior para a abertura “Otome-domo yo” cantada por CHiCO with HoneyWorks. A opening tem uma melodia muito boa e o refrão consegue ser bastante empolgante e contagiante. Além disso, a letra também é muito legal e fala sobre a coragem das garotas de enfrentarem o processo doloroso de amadurecimento.

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Otome-domo yo é um bom anime. O desenho retrata a juventude de uma maneira caótica e dramática, mostrando que, nessa época da puberdade, os nossos hormônios nos fazem ficar loucos e descontrolados.

Com uma história divertida e dramática, protagonistas “selvagens”, uma direção arte interessante e um final completo “pra lá de prazeroso”; Otome-domo yo é uma saudação a puberdade e foi uma experiência divertida e inesperada, pois foi uma animação ofuscada por outros animes da temporada, no qual não ganhou o devido reconhecimento e que quase me passou despercebido. A adaptação é extremamente recomendada para pessoas acima dos catorze anos e é uma obra indicada, especialmente, para jovens libélulas e jovens gafanhotos que estão desfrutando da sua jovialidade.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

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Attack on Titan S2 | A segunda vez é sempre melhor

Há algum tempo atrás, havia saído a análise da primeira temporada de Shingeki no Kyojin aqui no site, e mesmo acompanhando o mangá, eu não tinha feito nenhuma comparação com a obra original. Alguns podem achar que foi só falta de atenção minha, mas a verdade (vai soar como desculpa) é que eu já havia planejado fazer uma comparação entre anime e mangá, APENAS, depois da primeira temporada, pois eu só havia começado a ler a história original depois de ter visto a primeira temporada (lá em 2014).

Agora que todo mundo já teve tempo de assistir e digerir a análise da primeira temporada; fique bem tranquilo, relaxe e acompanhe a análise de Attack on Titan S2 (Shingeki no Kyojin Season 2) para saber se é um bom anime e se essa segunda temporada faz jus a primeira.

OBS: Já que é uma análise de uma segunda temporada, OBVIAMENTE terá alguns spoilers. Por isso, recomendo que só leia esse texto após ter assistido a primeira temporada.  

©Production I.G / ©Dentsu / ©Mainichi Broadcasting System / ©Pony Canyon / ©Kodansha / ©Techno Sound / ©Funimation / ©Wit Studio / © Isayama Hajime

Depois dos acontecimentos da primeira temporada, a Tropa de Exploração se depara com uma grande surpresa: a existência de um titã dentro das muralhas. E logo após esse tremendo choque, uma alarme é acionado avisando que titãs foram vistos dentro do território humano e que a muralha Rose foi quebrada. Agora, cabe a Eren e seus amigos tentarem descobrir o que está acontecendo.

Assim como na primeira temporada, Attack on Titan S2 continua tendo um enredo brutal e violento sobre o sacrifício humano, no qual faz o espectador se questionar se os verdadeiros monstros são os titãs ou os próprios humanos. A história também consegue lembrar alguns assuntos mais sérios, como as questões de povos refugiados e a maneira como eles são vistos pelas pessoas das regiões que os recebem.

Outro detalhe positivo é a velocidade narrativa incessante. No mangá, após a captura da Titã Fêmea, a história diminui o ritmo e apresenta um arco menos emocionante e alucinante. Porém, felizmente, essa adaptação ficou muito mais intensa e interessante do que no manga, fazendo com que a animação tenha ótimas cenas de ação e alguns momentos extremamente tensos e desesperadores.

Outro ponto intrigante dessa temporada é o modo como ele desenvolve o gênero de mistério. A explicação de alguns segredos do universo de Shingeki no Kyojin, como as muralhas e os titãs, é apresentada de uma maneira instigante e interessante, fazendo com que o espectador fique cheio de curiosidade para entender o que está acontecendo. Além de ter uns momentos bizarros que dão um bom toque de terror para a trama.

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Nessa temporada, os personagens foram desenvolvidos de uma maneira bacana. Como a primeira temporada era uma apresentação de universo, obviamente que o Eren, a Mikasa e o Armin mereciam ter um maior destaque. Por causa disso, dessa vez os protagonistas receberam um pouco menos de atenção e os coadjuvantes ganharam os holofotes.

Personagens como a Sasha, Ymir, Christa, Reiner e Bertholdt conseguiram mais tempo de tela e agora adquiriam mais desenvolvimento, fazendo com que a história fique mais interessante, criativa e equilibrada, não deixando a obra se sobrecarregar ao dar atenção demais aos protagonistas e ao Levi (adoro o Levi, mas é bacana dar uma variada nos focos de personagens).

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A animação ainda continua competente, com uma boa fluidez dos movimentos e a direção de arte ainda está excelente. A taxa de qualidade gráfica melhorou, e agora têm pouquíssimos quadros mal desenhados ou ” tortos “.

Mas o destaque fica para os enquadramentos de câmeras. As cenas de mortes estão mais macabras e perturbadoras por causa do foco maior nos rostos dos personagens, fazendo com que Attack on Titan fique mais aterrorizante e ganhe mais aspectos do gênero de terror.

Além disso, as cenas de ação também ficaram melhores, pois o diretor utilizou vários planos que acompanham os personagens enquanto eles estão utilizando os equipamentos de manobras, deixando os combates mais eletrizantes e empolgantes; com um destaque para as cenas de ação da Mikasa.

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O áudio da segunda temporada de Shingeki no Kyojin continua muito parecido com o da primeira, tanto em quesito técnico quanto em tom. A trilha sonora ainda é épica e emocionante, o que acaba combinando com as cenas de ação, e a dublagem mantém-se competente e confere com as personalidade dos personagens.

O destaque fica para os extras da animação. A ending tem uma música sinistra e que causa um incômodo perturbador, no qual fica ainda mais acentuado pelas cenas do encerramento. A abertura é simplesmente incrível; a música Shinzou wo Sasageyo!” é viciante, agitante, épica e, na minha opinião, é a melhor opening da franquia. Sem mencionar que a cada nova temporada de Shingeki, parece que a participação da banda Linked Horizon vai se tornando cada vez mais obrigatória.

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Attack on Titan S2 é um ótimo anime e continua sendo um dos melhores shounens dessa década. O roteiro consegue criar uma história de mistério interessante, os personagens secundários ganham mais desenvolvimento, os enquadramentos melhoram as cenas de ação e a abertura é viciante.

A animação é recomendada para maiores de dezesseis anos e para um público que adora muita ação ou que gosta muito de obras violentas, lembrando um pouco as primeiras temporadas de Game of Thrones. E a cena final consegue te deixar empolgado para descobrir a identidade de um certo personagem e assistir a terceira temporada.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

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Fruits Basket 1st Season | O remake de um clássico

Dezoito anos após a produção… divergente, do primeiro anime de Fruits Basket; o shoujo clássico (obras voltadas para garotas) de Takaya Natsuki finalmente ganhou uma nova adaptação em 2019 e, até onde eu sei, tem ganhado a aprovação dos fãs do manga, que se diziam ansiosos por um remake (refazer) que conseguisse fazer jus a obra original de 1998.

Agora, fique bem tranquilo, relaxado e acompanhe essa análise sem spoilers para saber se Fruits Basket 1st Season(Furuba – 2019) ganhou uma nova adaptação boa ou se deveria ter continuado com a sua ”hibernação”.

OBS: eu não li o mangá original e nem sou fã da série.

©Takaya Natsuki / ©TMS Entertainment / ©Funimation / ©TV Tokyo / ©TV Osaka / ©Nihon Ad Systems / ©Hakusensha

O enredo de Fruits Basket gira em torno de Honda Tōru, uma garota que acabou de perder a mãe e que agora precisa começar a viver sozinha. Apesar dessa fatalidade, a jovem tem uma vontade inabalável e continua, firmemente, tentando realizar o sonho da falecida mãe de terminar o ensino médio. No meio de toda essa história, Tōru acaba conhecendo e se envolvendo com a família Sōma, um clã misterioso e ligado à uma mística envolvendo o zodíaco chinês.

Furuba é, basicamente, um anime sobre empatia. O roteiro foca em desenvolver uma história comovente, no qual Tōru vai conhecendo várias pessoas diferentes e as ajudando a lidarem com os seus problemas, a partir de lições de amor que aprendeu com a sua querida e falecida mãe.

O anime consegue desenvolver os seus gêneros de uma maneira bem consistente. A comédia é divertida e faz referências a Tom e Jerry, Sexta-feira 13 e até a Nausicaä, criando um tom de leveza e alegria dos shoujos tradicionais.

Porém, o verdadeiro ponto fora da curva é o drama espetacular, que apresenta várias histórias bonitas, emocionantes e verídicas, ao ponto de formar uma conexão gigantesca com o espectador por mostrar inúmeros acontecimentos que podem acontecer a qualquer pessoa. O drama é tão bem desenvolvido que devo ter chorado em quase todos os episódios, o que me fez lembrar bastante de Clannad.

O que torna Fruits Basket ainda mais impressionante é o fato de ser uma obra profunda e que desenvolve vários temas bem maduros, como traumas, abandono e até o bullying. E mesmo mencionando assuntos tão sérios e tristes, consegue ser uma obra muito alegre e cheia de mensagens positivas para a vida.

©Takaya Natsuki / ©TMS Entertainment / ©Funimation / ©TV Tokyo / ©TV Osaka / ©Nihon Ad Systems / ©Hakusensha

Os personagens da animação funcionam de uma maneira pouco convencional. Normalmente os coadjuvantes auxiliam o protagonista, para ele conseguir realizar os seus objetivos e mover a história para frente. Já no caso de Furuba é ao contrário, a Tōru que é responsável por ajudar os personagens secundários e eles fazem a narrativa prosseguir.

Um outra características dos personagens é o fato de todos eles conseguirem passar uma aura de tranquilidade e calma, o que é bastante agradável de se acompanhar. Além disso, quase todos os personagens possuem alguma história dramática e comovente, fazendo com que seja quase impossível não se apegar, pelo menos, a protagonista ou algum coadjuvante.

Agora vamos falar sobre os três personagens principais. Sōma Yuki e Sōma Kyō são parentes “próximos”, mas que se odeiam. Enquanto Yuki é calmo e gentil, Kyō é rebelde e muito temperamental; e são justamente essas diferenças que os fazem brigar tanto e torna os conflitos entre os dois uma boa parte da comédia da série.

E por último temos a “protagonista principal”, a Honda Tōru. A personagem é meiga, inocente e possui um carinho gigantesco pelo próximo que a torna extremamente cativante. Essas características podem fazer com que algumas pessoas achem a garota boba e até chata; porém acredito que ela serve para apresentar uma mensagem muito importante: conseguir sorrir mesmo na tristeza. É muito fácil e prático ficar triste diante de adversidades; mas ser capaz de ver o lado positivo dos problemas e encontrar a felicidade genuína, isso sim é difícil e uma conquista para poucos, fazendo com que a Tōru seja uma personagem admirável.

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A animação de Fruits Basket é agradável. A fluidez das cenas estão boas e os movimentos dos personagens estão naturais. Além disso, nas poucas cenas de tensão e ação do anime, a animação consegue entregar algo bem produzido e impactante, com um destaque especial para penúltimo episódio.

Outro detalhe bacana é a direção de arte. O novo traço delicado da animação trouxe uma renovação para a obra, para harmonizar com os desenhos dos animes atuais, e combinou bastante com o drama da história. Além disso, mesmo que o traço da adaptação esteja diferente do manga original, ainda é possível perceber que a essência do desenho da criadora.

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A trilha sonora de Furuba é bastante funcional. As músicas no geral são bem emotivas e discretas, mas ao mesmo tempo conseguem ser arrepiantes e impactantes, fazendo com que as cenas dramáticas fiquem mais bonitas e sentimentais. Chega ao ponto de que, quando começa a tocar uma melodia de piano, o espectador já sabe o que esperar.

A equipe de dublagem é eficiente. As entonações não soam forçadas e os tons das vozes dos dubladores combinam com as personalidades e características físicas dos seus respectivos personagens. Com um destaque para a Iwami Manaka, a dubladora da Tōru, que interpreta muito bem nas cenas dramáticas.

Os extras da adaptação também estão bem produzidos. O segundo encerramento “One Step Closer” (INTERSECTION) tem uma melodia bem sentimental e combina com episódios que possuem finais mais emocionantes. Já as aberturas, tanto a primeira (Again – Beverly) quanto a segunda (Chime – Ai Otsuka), trazem a essência emocionante e alegre da obra. Apesar de que, na minha opinião, ”Again” consegue ser mais impactante por causa da letra tocante.

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Fruits Basket é um ótimo anime. Após ver essa primeira temporada, não me surpreende o fato dos fãs do manga original terem ficado tão felizes com esse remake; afinal, uma história desse calibre merece ser adaptada até o final e a nova geração de otakus precisa ser apresentada a esse shoujo clássico.

Com uma história emocionante, personagens empáticos e uma parte técnica competente; Fruits Basket renasceu e “floresceu” como um dos melhores animes da temporada de primavera de 2019, valendo muito a pena ser assistido. A obra é recomendada para todas as idades e é uma animação obrigatória para quem gosta de um ótimo drama. O final deixa um bom gancho para uma continuação e, para quem gostar da série, nos créditos finais do último episódio aparece uma mensagem de que uma nova temporada chegará em 2020.

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Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba | Um novo pilar da Jump

2019 está muito bom para quem é fã da revista Weekly Shounen Jump. Demon Slayer finalmente ganhou um anime, que gerou vários comentários positivos na comunidade otaku, e se juntou a Yakusoku no Neverland e Dr. Stone, como a nova geração de “pilares da Jump” (mangas que mais vendem) que conseguiram ganhar uma adaptação nesse ano.

Agora, fique bem tranquilo e relaxado, e acompanhe essa análise sem spoilers para saber se Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba é realmente impressionante, como tantas pessoas falaram, ou se ele é só mais um “shounenzin” padrão que cairá no esquecimento.

©Gotouge Koyoharu / ©Aniplex / ©Shueisha / ©ufotable / ©crunchyroll

Em um Japão feudal, existem criaturas que se alimentam de seres humanos, chamadas de demônios (oni). Os oni possuem um sangue com poderes especiais, podem mudar de aparência, possuem uma capacidade de regeneração muito alta, têm uma força física gigantesca e a única maneira de matá-los é utilizando a luz do Sol.

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba acompanha Kamado Tanjirou, um garoto descendente de produtores de carvão que vive nas montanhas com a sua família composta por sete pessoas. Um dia, o jovem sai para vender carvão e quando retorna, descobre que a sua família foi atacada por alguma coisa e que a sua irmã Nezuko, se transformou em um demônio. Agora, Tanjirou parte em uma jornada para descobrir uma maneira de fazer Nezuko voltar a ser humana novamente.

Demon Slayer segue a fórmula tradicional dos shounen sem perder a sua originalidade e, ao longo dos 26 episódios, é quase impossível não se apegar a jornada de Tanjriou. A velocidade narrativa é agradável, tendo uma progressão gradual e equilibrada; e adaptação tem características próprias, pois acrescenta cenas que não existem no manga original, tornando o desenho um pouquinho mais interessante.

Outra característica agradável do enredo é a fidelidade aos gêneros estabelecidos. A comédia apresenta bastantes caricaturas, conseguindo ser divertida e cheia de momentos fofos. Sem falar que as cenas de ação são bem empolgantes, violentas e mostram vários combates desafiadores e perigosos.

A animação também não esquece de desenvolver as famosas ”morais da história” sempre presentes nos shounens. A obra mostra várias cenas de treinamento intenso para demonstrar ao público a questão do trabalho duro, da mesma maneira que Naruto e Boku no Hero, e também apresenta momentos bonitos da relação entre irmãos para representar a importância da família, do mesmo jeito que Fullmetal Alchemist fazia.

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Os personagens de Kimestsu no Yaiba são interessantes. Os “mocinhos” são carismáticos, divertidos e fofos. Já os vilões, na minha opinião, se destacam mais que os ”bonzinhos”, pois o anime consegue desenvolvê-los de uma maneira perversa, e mesmo assim, eles conseguem humanizar os antagonistas e fazer o espectador sentir pena dos personagens. 

Essa humanização dos vilões me fez refletir sobre algumas questões. Da mesma maneira que os demônios eram humanos, pessoas que são “más” já foram boas no passado. É muito intrigante como as adversidades da vida nos obrigam a fazer escolhas que vão acabar “determinando” a nossa índole e que algumas dessas péssimas escolhas foram feitas sob uma enorme dor emocional. Isso acaba fazendo o espectador compreender o motivo das decisões dos antagonistas e ter empatia pelos mesmos.

Agora vamos falar um pouquinho sobre os dois irmãos. Nezuko é a personagem feminina principal da história, e para falar a verdade, pouco se sabe respeito da protagonista já que ela quase não diz nada; mas pela maneira que ela se comporta, tanto como oni quanto nos flashbacks (lembranças) do Tanjirou, aparentemente ela sempre teve uma personalidade doce e gentil, bem parecida com a do irmão. 

O engraçado é que mesmo sem falar, a heroína é extremamente carismática e expressiva, conseguindo se destacar tanto nas cenas de ação quanto nas de comédia, além de ser uma das personagens mais fofas da série.

Tanjirou é um garoto de ouro; ele é bondoso, compreensivo e inocente, o perfeito irmão mais velho que lembra o Midoriya de My Hero Academia. O fato dele ser muito… ingênuo, fez com que eu não gostasse dele no início; porém no decorrer da história, percebi que ele é muito mais do que apenas um personagem dócil. 

Apesar do protagonista demonstrar simpatia pelos antagonistas e isso ser considerado uma fraqueza, ele ainda consegue ser bastante firme e confiante perante as suas decisões. Essa “contradição” fez com que eu acabasse gostando do Tanjirou e criasse uma enorme admiração pelo mesmo, pois pelo seu background (acontecimentos passados), seria muito mais fácil ele simplesmente odiar todos os vilões, mas fazê-lo ter empatia pelo inimigos torna o personagem muito mais complexo e interessante.

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A animação de Demon Slayer é muito boa. A ufotable conseguiu, mais uma vez, impressionar com o seu trabalho. Mencionar a animação fluida e bonita dos combates seriam fatos simples para comentar, mas o que mais me surpreendeu foi a inteligência na maneira de usar o CGI. A computação gráfica era usada muitas vezes nos personagens de fundo, conseguindo mascarar uma técnica de animação que não agrada a todo o público e ainda economiza dinheiro (mais barato usar o computador).

Outro detalhe interessante foram os enquadramentos. Para fazer o público não perceber o uso da computação gráfica, foi utilizado vários ângulos que tiravam o foco do que estava feito em CGI; e também foi usado vários planos de câmera distantes que “escondiam” a técnica de animação. 

A direção de arte da obra também é algo inacreditável. O desenho e as cores dos poderes do anime são muito lindos e a utilização de traços com linhas bem grossas fez as habilidades se tornarem mais realçadas. Além disso, quando acontece alguma cena mais engraçada, é alterado o desenho dos traços dos personagens.

E uma última coisa a se comentar, é mais um aviso e uma pequena curiosidade. Caso você se interesse por animação, recomendo que preste bastante atenção ao episódio 19, pois ele é uma obra de arte. O episódio tem uma animação extremamente fluida, uma direção de arte esplêndida e ainda é utilizado uma técnica de animação, chamada rotoscopia, que deixa uma cena hipnotizante (utilização de movimentos humanos reais que são redesenhados por cima, clique AQUI caso não tenha entendido).

©Gotouge Koyoharu / ©Aniplex / ©Shueisha / ©ufotable / ©crunchyroll / ©Go Shiina & Nami Nakagawa

A trilha sonora de Kimetsu no Yaiba é boa. As melodias lembram muito as músicas clássicas japonesas, nas quais sempre tem alguma senhora com uma voz bem aguda cantando. E durante as cenas de ação, a OST (original soundtrack – trilha sonora original) adquire um ritmo mais rápido e empolgantes, o que cria uma harmonização agradável com os combates da série.

A dublagem também está interessante. No geral, a equipe de dublagem consegue fazer um trabalho extremamente competente. Porém, os que ganham mais destaque são os dubladores Matsuoka Yoshitsugu (Hashibira Inosuke) e Hayami Saori (Kochoo Shinobu)

Matsuoka está irreconhecível como Inosuke, sendo difícil de reconhecer que é o mesmo dublador do Souma (Shokugeki no Souma). Já a Hayami apresenta uma técnica mais “refinada”, a seiyuu (dublador em japonês) consegue fazer uma voz que combina bastante com a personagem e possui um tom que transmite calma e perigo ao mesmo tempo.

Outra coisa interessante são os extras. A opening “Gurenge” e a ending “from the edge” são duas músicas boas de se escutar. E uma curiosidade divertida, é que a LiSA faz um ”trabalho integral” ao participar da produção tanto da abertura quanto da ending (mesmo que seja uma participação com a banda FictionJunction). 

Mesmo que “Gurenge” e “from the edge” sejam músicas bacanas; a que mais me impressionou foi a música de encerramento do décimo nono episódio. A melodia de “Kamado Tanjirou no Uta” (feita por Go Shiina e Nami Nakagawa) é muito linda e possui uma voz que combina perfeitamente com a cena final do episódio; criando uma harmonização que dá vontade de chorar.

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Demon Slayer é um anime marcante. Fazia tempo que eu não via um anime de shounen de batalha tão promissor desde Shingeki no Kyojin. O universo de Kimetsu é interessante, os personagens são cativantes, a animação é uma obra de arte e a trilha sonora é bem ambientada. 

Demon Slayer é recomendado para pessoas acima de dezoito anos e que gostem de obras com uma boa direção de arte ou que gostem de um bom shounen. Enfim; Kimetsu no Yaiba é um anime que veio para ficar e merece toda a atenção que teve; além disso, o final da adaptação consegue ser empolgante e trouxe a notícia de uma continuação em formato de filme.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

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MAIS? OU MENOS? | Nausicaä do Vale do Vento

Nausicaä do Vale do Vento (Kaze no Tani no Nausicaä – Naushika) é um filme “engraçado”. Apesar de não pertencer oficialmente ao Studio Ghibli, muitos fãs o consideram o primeiro longa do estúdio (estou 100% de acordo com essa ideia); pois o anime possui várias características parecidas com os projetos futuros da Ghibli. Além disso, Miyazaki Hayao e Takahata Isao (dois fundadores do Studio Ghibli), estavam envolvidos na produção de Nausicaä, um como diretor (Miyazaki) e o outro como roteirista (Takahata).

Agora, fique bem tranquilo e aproveite essa análise sem spoilers, para saber se Naushika é só uma obra clássica ”supervalorizada”, ou realmente faz jus ao renomado “deus dos animes” (Miyazaki). Ou como eu gosto de escrever, se é um filme “MAIS? OU MENOS?”.

OBS: eu não consegui ler o mangá, por isso, essa obra foi analisada sem o conhecimento da história original.

©Studio Hibari / ©Topcraft / ©Walt Disney Studios / ©GKIDS

Mil anos depois do colapso industrial o Mar da Decadência cobriu o planeta e começou a ameaçar a humanidade. O Mar da Decadência é tipo um pântano que lança vapores tóxicos, os quais podem matar os seres humanos, caso os mesmos respirem o ar venenoso por mais de cinco minutos. Além disso, novos tipos de criaturas surgiram e as plantas que passaram a crescer nos pântanos começaram a se tornarem venenosas, deixando o solo improdutivo.

O filme é sobre Nausicaä, uma garota que é a princesa do Vale do Vento; um vilarejo pacífico e que tenta viver em harmonia com o ambiente desse mundo apocalíptico. Toda essa calmaria acaba quando um avião misterioso de Tolmekia (uma nação militar) cai na vila, e começa a espalhar o caos no Vale do Vento. Agora, cabe a Nausicaä tentar salvar o seu povo e restaurar a paz do seu vilarejo.

A história de Kaze no Tani no Nausicaä é muito interessante. O universo criado por Miyazaki é riquíssimo, pela criação de uma mitologia própria e usar o gênero de aventura para explorar o universo do longa. Além de conseguir desenvolver bem o tema de poluição da natureza, um dos assuntos mais recorrentes nos filmes do renomado diretor; lembrando o filme Princesa Mononoke e o assunto atual das queimadas da Amazônia.

Nausicaä é tão intrigante que após terminar de assistir ao longa e descobrir que um manga deu origem a essa animação, eu me senti culpado por não ter lido a obra original e me causou o pensamento de: “se em apenas duas horas de filme, o diretor conseguiu criar algo tão legal, imagina o manga, que não tem a limitação de tempo e pode se desenvolver de uma maneira mais natural”.

©Studio Hibari / ©Topcraft / ©Walt Disney Studios / ©GKIDS

Os personagens do filme são modelos para os futuros projetos do Miyazaki. Os homens do Vale do Vento lembram muito os mineradores de O Castelo no Céu, pois os dois servem como um alívio cômico. E a antagonista principal de Nausicaä, a Kushana, tem uma personalidade e um papel narrativo bem similar a Eboshi de Princesa Mononoke.

Agora vamos falar sobre a personagem principal. A Nausicaä é o primeiro exemplo de Miyazaki de como criar uma personagem feminina interessante e que não é indefesa. A princesa do Vale do Vento é uma garota de personalidade doce, com um grande amor pela vida e que possui uma determinação invejável; sendo uma combinação do contexto e da personalidade de Sheeta (O Castelo no Céu) e a bravura de San (Princesa Mononoke)

Depois que você assiste Kaze no Tani no Nausicaä e conhece os filmes do Studio Ghibli; é impressionante o quanto a personagem Nausicaä foi relevante para criar uma identidade do estúdio e do próprio Miyazaki, nos quais quase todos os filmes apresentam ótimas protagonistas femininas e que fogem do estereótipo criado pelos filmes de princesas da Disney.

©Studio Hibari / ©Topcraft / ©Walt Disney Studios / ©GKIDS

O visual de Nausicaä do Vale do Vento é incrível. O traço do filme é usado, até hoje, como referência para a maioria dos projetos do Studio Ghibli, de modo que o design da personagem Nausicaä é adorável. Além disso, as cores dos cenários estão bem inseridas, pois as cenas do mundo apocalíptico ganham tons mais frios e os momentos envolvendo os humanos adquirem cores mais quentes.

Mas o que realmente chama a atenção é a animação. O longa é de 1984, e mesmo assim, a animação consegue ser melhor do que alguns animes atuais. A fluidez das cenas está muito agradável, principalmente nas cenas de ação, as quais estão com movimentos bem naturais e trazem o sentimento mágico de voar (algo recorrente nas obras de Miyazaki); além da qualidade gráfica ser ótima para época, trazendo um saudosismo caloroso aos fãs da técnica de animação em célula.

Tem também um outro detalhe que me chamou a atenção, mas isso na verdade é mais uma curiosidade do que um ponto de análise. É bizarro como o traço do personagem Asbel(Ashiberu) lembra o Pazu (O Castelo no Céu) e o Ashitaka (Princesa Mononoke). Volto a comentar, é impressionante o quanto Nausicaäinspirou na criação de Rapyuta e Mononoke Hime.

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O áudio de Kaze no Tani no Nausicaä é maravilhoso. A dublagem combina com os personagens, tanto em personalidade quanto em aparência, e os dubladores conseguem entregar uma entonação natural e nada forçada. Além disso, os sons ambientes aumentam a imersão do espectador, principalmente nos momentos de vôo, nos quais a protagonista usa um planador.

A trilha musical é algo quase indescritível. Nas cenas de ação, as músicas adquirem sons mais tensos e algumas possuem uma sonoridade que lembra os fliperamas. Porém, o que torna única a trilha sonora de Nausicaä é a música principal “Kaze no Tani no Naushika” feita por Joe Hisaishi. A melodia consegue tornar os cenários da animação mais belos e imponentes, sem falar que a música é tão bonita que dá vontade de chorar e poderia facilmente ser confundida com alguma música clássica.


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Kaze no Tani no Nausicaä é um filme… MAIS!!!. Nausicaä do Vale do Vento é um filme muito bom, merece reconhecimento histórico e o título de clássico. O seu universo é bem construído, a protagonista é inspiradora, o visual é atemporal e trilha sonora é magistral. O longa funciona para otakus, amantes do cinema e até para o público geral; sendo recomendado para pessoas acima dos dez anos que gostem de uma boa aventura ou pessoas que sejam fãs de animação cinematográfica.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

Criador do ME ANIMA