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Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai | Um anime sobre a saúde mental dos jovens

Quando Seishun Buta Yarou lançou, as minhas expectativas estavam altíssimas. O criador da obra original, Kamoshida Hajime, é o mesmo que fez Sakurasou no Pet na Kanojo, um anime muito bom e que apresenta várias lições de vida extremamente valiosas. 

Agora, fique bem tranquilo e acompanhe essa análise pessoal sem spoilers de Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai (Seishun Buta Yarou wa Bunny Girl Senpai no Yume wo Minai | AoButa), para saber se os pontos positivos do anime são maiores que esse nome gigantesco.

©Kamoshida Hajime / ©Mizoguchi Keiji / ©CloverWorks / ©crunchyroll / ©Aniplex of America / ©Aniplex / ©Tokyo MX / ©Hakuhodo DY Music & Pictures / ©Nagoya Broadcasting Network / ©BS11 / ©ABC Animation / ©Kadokawa

A história apresenta Azusagawa Sakuta, um garoto do segundo ano da Escola Minegahara que está na biblioteca procurando um livro. De repente, aparece Sakurajima Mai, uma terceira anista da mesma escola do protagonista, vestida de coelhinha e andando pelo local sem ser notada por ninguém, exceto Sakuta. Esse acontecimento estranho está relacionado a um mito de Internet chamado Síndrome da Adolescência.

A Síndrome da Adolescência é um experiência anormal que acontece durante a fase da adolescência, no qual é causada pela enorme sensibilidade e instabilidade emocional do jovem. A partir disso, o enredo se desenvolve de maneira que Sakuta vai encontrando vários casos desse fenômeno sobrenatural e tentando ajudar as vítimas a lidarem com essas situações inusitadas.

Se desse para descrever Seishun Buta Yarou em uma única palavra; seria: psicologia. A animação apresenta vários acontecimentos que podem afetar negativamente a saúde mental dos jovens, como a pressão social, solidão, complexo de inferioridade, relações familiares e o bullying. Dessa maneira, a narrativa consegue desenvolver um drama envolvente e até educativo; no qual mostra alguns assuntos interessantes como física quântica, determinismo e até doenças psicológicas.

O que mais chama atenção desse drama é que ele condiz bastante com a imagem que eu tenho, não só da sociedade japonesa, mas da sociedade oriental como um todo. Mesmo que sejam países com um desenvolvimento econômico relativamente bom, o povo é extremamente rigoroso e não parece respeitar o individualismo das pessoas que compõem as suas populações; fazendo com que os indivíduos cheguem a um estresse acima do normal e patológico, o que reflete bastante os altos índices de suicídios na Coreia do Sul e do Japão. Parece-me que essa é mais uma obra que critica a postura da sociedade japonesa.

Entranto, não considero o estresse algo completamente ruim. Certas quantidades de estresse são ótimos estímulos para fazer as pessoas resolverem problemas, amadurecerem e são bons para evitar a estagnação e o conforto total, já que a comodidade excessiva pode causar um retrocesso em toda a evolução adquirida. No final de tudo, é uma questão de equilíbrio

Enfim, agora voltando para a análise. Entre outros pontos positivos apresentados pela obra, como os diálogos interessantes e a velocidade narrativa agradável que combina com o slice of life, o que mais se destaca é o desenvolvimento dos outros gêneros narrativos. Mesmo que o drama consiga se destacar bastante, o mistério é envolvente e predominante na história; e a comédia é bem particular, mas é funcional e divertida.

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Os personagens de Seishun Buta Yarou são bons. As construções tanto do protagonista quanto das coadjuvantes são bem feitas; pois as suas personalidades são agradáveis e o mistério causado pela Síndrome da Adolescência, faz com que os personagens sejam desenvolvidas de maneira calma e gradual para tentarmos descobrir as causas do fenômeno. Isso acaba permitindo com que o espectador conheça todo o drama e o progresso dos personagens, criando-se uma empatia natural pelos mesmos.

Agora vamos falar um pouco sobre os dois personagens principais. Sakuta possui uma personalidade muito única, comparado a protagonistas nesse tipo de história, já que ele é extremamente sincero, confiante e sarcástico. Já a Mai, tem uma personalidade autoritária, séria e madura, mas ao mesmo tempo possui uma inocência antagônica (tsundere) que torna a heroína adorável.

Além disso, a química entre o Sakuta e a Mai é boa. A relação entre a dupla é bastante agradável e interessante. Apesar de possuírem personalidades muito distintas, essas diferenças acabam complementando um ao outro, fazendo com que as cenas envolvendo os dois personagens sejam bastante divertidas.

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O visual de Seishun Buta Yarou é bastante competente. A qualidade gráfica está consistente com a história; o desenho dos personagens está bonito e  bem agradável; e a fluidez das cenas estão boa.

Porém o ponto de destaque é a direção de arte. A fotografia com planos abertos, os cenários urbanos de cidades mais pacatas e as cores realistas e não muito expressivas, fazem com que a ambientação do anime fique bastante serena e agradável; combinando perfeitamente com o enredo de slice of life, mistério e a velocidade narrativa calma do anime.

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O áudio de Seishun Buta Yarou também está bastante funcional. A dublagem está boa ao inserir dubladores com vozes que combinam com as aparências dos seus respectivos personagens. Além disso, as entonações dos seiyuus condizem com as necessidades das cenas. 

Outro ponto positivo é a trilha sonora. As músicas são instrumentais, calmas e competentes, de modo que a sonoridade combina com as cenas e também harmoniza perfeitamente com gênero de mistério, ao criar uma ambientação de incerteza e que instiga os momentos mais chocantes.

Os extras também estão bem produzidos. A animação da abertura é interessante de ser assistida, pois possui vários foreshadowings da história. Já o encerramento, tanto a animação quanto a voz da cantora, mudam no decorrer do anime e a música da ending também consegue ser agradável.

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Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai é um anime muito bom. A história apresenta um mistério envolvente; o protagonista tem uma personalidade divertida e tanto a fotografia quanto a trilha sonora conseguem ser bastante funcionais. O final é aberto e dá dicas sobre a história da continuação.

Seishun Buta Yarou é um anime excelente e mostra um amadurecimento do criador original da light novel, ao desenvolver uma história muito mais interessante que a sua antiga obra, Sakurasou. O desenho é recomendado para jovens acima dos 12 anos, por causa das piadas e do tema da história (pessoas mais novas podem ter dificuldades de entender a narrativa). 

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

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COMUNICADO DE FINAL DE ANO

Só para avisar que o site ficará parado durante o período de dezembro, pois tirei umas férias e estarei fazendo uma viagem nessa época para descansar.

Em janeiro, o site volta a ativa e com um novo funcionamento. Agora, tentarei dar o máximo de foco possível para filmes em formatos de animações japonesas (animes); as séries continuarão para casos de franquias ou falta de longas, devido a distribuição no ocidente; e serão postadas análises de animes de duas em duas semanas.

Existe também a possibilidade de um novo projeto. Caso venha a se concretizar, irei escrever um novo recado.

E é isso. Para quem está lendo esse comunicado, um feliz natal e um feliz ano novo adiantado. Eu vou ficando por aqui e falou, até 2020.

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Attack on Titan Season 3 | A temporada dividida

Normalmente eu faço análises de animes por temporadas ou filmes. Porém, no caso dessa temporada de Shingeki no Kyojin, eu resolvi juntar “Attack on Titan Season 3” e ”Attack on Titan Season 3 Part 2” porque é mais prático e… o nome das temporadas é auto-explicativo. Apesar de terem sido lançadas em datas diferentes, o “Season 3” ainda permanece…

Enfim, agora fique bem tranquilo e aproveite essa análise pessoal do anime Attack on Titan Season 3 (Shingeki no Kyojin Season 3) para saber o que mais me chamou a atenção nessa terceira temporada, dessa série já tão consagrada pelo público otaku.

OBS: como já é uma terceira temporada, obviamente terá spoilers das temporadas passadas.

©Isayama Hajime / ©Wit Studio / ©Production I.G / ©Dentsu / ©Mainichi Broadcasting System / ©Kodansha / ©Techno Sound / ©Pony Canyon Enterprise / ©Funimation / ©crunchyroll

Depois dos eventos da segunda temporada; o novo Esquadrão Levi composto por Mikasa e companhia, tem o objetivo de proteger Eren e História Reiss de possíveis inimigos, enquanto o personagem principal tenta descobrir como utilizar os poderes de titãs para consertar a muralha Rose e chegar ao porão na sua antiga casa em Shiganshina.

A terceira temporada de Shingeki no Kyojin é a mais diferente entre todas as já lançadas da série. Dessa vez, a ação ganha menos destaque que nas temporadas anteriores, para dar mais espaço a um desenvolvimento de universo mais complexo e misterioso, lembrando um pouco Game of Thrones. Isso tudo faz com que a franquia evolua e mostre o potencial de Isayama (criador da série) em criar histórias que fogem da fórmula tradicional dos shounens de batalha.

E para os fãs mais “saudosistas” do anime, mesmo com a apresentação de um arco mais “calmo”, Attack on Titan mantém a sua boa e velha ação eletrizante e arrepiante. Além disso, a animação ainda consegue espaço para criar alguns momentos de romance interessantes e promissores.

Esta temporada também pode ser classificada como uma “aula de história e geografia”. A obra apresenta vários momentos que lembram vários acontecimentos, os quais ocorreram na história humanidade. Existem referências a política do ”Pão e Circo”, governos autoritários, as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, antissemitismo e até ao Apartheid. A partir disso, o enredo faz diversas alusões ao modo como os seres humanos entram em diversos conflitos e se auto-destroem.

©Isayama Hajime / ©Wit Studio / ©Production I.G / ©Dentsu / ©Mainichi Broadcasting System / ©Kodansha / ©Techno Sound / ©Pony Canyon Enterprise / ©Funimation / ©crunchyroll

Os personagens de Shingeki no Kyojin continuam interessantes ao explicar os passados de mais alguns protagonistas e ao apresentar uma visão não maniqueísta dos participantes da história. Tanto os personagens principais quanto os secundários fazem várias ações duvidosas e até maquiavélicas, tornando os personagens da série mais realistas por não seguirem o arquétipo “do bem e do mal”. 

Sem falar que a obra mostra um caráter meio “sádico” do criador do manga original. A animação apresenta vários momentos, nos quais todas as vezes que os personagens estão próximos de realizar os seus sonhos, algum acontecimento ocorre e os impede de concluírem os objetivos almejados.

Além disso, essa terceira temporada mostra alguns conceitos da filosofia do libertarianismo. Personagens como a História (Christa) e o Eren apresentam uma vontade de se tornarem livres e poderem ter a liberdade de tomarem todas as suas decisões de maneira mais autônoma e sem interferência de terceiros.

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O visual de Shingeki no Kyojin continua muito bom. A animação ainda está excelente, com movimentos bem fluidos e uma qualidade gráfica acima da média; com um destaque maior para o segundo episódio que está com cenas espetaculares.

Outros detalhes interessantes da animação é a direção de arte que deixou os desenhos dos personagens com linhas mais suaves e fez os personagens terem feições mais maduras e cansadas, por causa dos acontecimentos do enredo. Além disso, durante as cenas de ação, o diretor utilizou mais o recurso de câmera lenta que melhorou as cenas de combates.

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A trilha sonora continua funcional, principalmente nas cenas de ação, nos quais as músicas possuem batidas de tambores que lembram melodias de guerrilhas e combinam com a temática militar do anime. 

O destaque maior fica para os extras. A primeira abertura “Red Swan” é mais diferente da série; normalmente as openings de Shingeki no Kyojin são sempre eletrizantes e cantadas pela banda Linked Horizon (LN). Dessa vez, a música cantada pelo YOSHIKI e o HYDE tem uma melodia calma que combina com o ritmo da terceira temporada e cria um sentimento de despedida, pois o anime está caminhando para a sua reta final.

Já a segunda abertura é mais tradicional. “Shoukei to Shikabane no Michi” é cantada pela L.N, o ritmo é bem parecido com as openings anteriores e lembra muito a primeira abertura de Attack on Titan pelo ritmo acelerado e pela animação. E na minha opinião, mesmo “jogando no seguro”, ainda é a melhor música dessa terceira temporada.

Os encerramentos também são bacanas. O primeiro encerramento fica bastante interessante no décimo segundo episódio e a segunda ending “Name of Love” cantada pela Cinema Staff tem uma animação saudosista e relembra os momentos mais inocentes dos protagonistas.

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Attack on Titan Season 3 é um anime muito bom. As mudanças de ritmo de histórias fizeram com que essa terceira temporada se tornasse a mais única da série e continua mantendo Shingeki na categoria de animes mais interessantes da atualidade.

O roteiro, o visual e trilha sonora apresentam algumas mudanças comparadas as temporadas anteriores, mas continuam com uma história interessante, uma animação extremamente bem feita e músicas envolventes. Essa terceira temporada é excelente e já apresenta um clima melancólico de despedida, já que a próxima temporada será a última desta série incrível. O anime também é recomendado para maiores de dezesseis anos pela sua enorme violência gráfica. Concluindo, Shingeki no Kyojin continua muito bom e vale muito a pena para um público que ama obras com histórias misteriosas e cheias de ação.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

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O Castelo no Céu | A evolução de Nausicaä

Dois anos após a produção de Nausicaä do Vale do Vento, Hayao Miyazaki viria a criar o seu primeiro filme produzido pelo seu próprio estúdio. Acredito que para muitos fãs de Ghibli, e eu estou incluso nesse grupo, Laputa é o maior sucessor espiritual de Nausicaä e até parece uma continuação do filme de oitenta e quatro.

Agora, fique bem tranquilo e aproveite essa análise pessoal sem spoilers de O Castelo no Céu (Tenkuu no Shiro Laputa) para saber o que mais me chamou a atenção na primeira animação oficial do Studio Ghibli e o que esperar desse filme.

©Miyazaki Hayao / ©Studio Ghibli / ©Tokuma Shoten / ©Walt Disney Studios / ©GKIDS

A história apresenta Sheeta, uma garota que foi raptada e está a bordo de um dirigível por causa de um cristal misterioso. Tudo isso muda quando os piratas do Clã Dola invadem o zepelim, criando uma oportunidade perfeita para a garota escapar. Durante essa fuga, ela é ajudada por um menino chamado Pazu, cujo sonho é encontrar o lendário castelo do céu: Laputa.

A partir disso, o filme acompanha Sheeta e Pazu partindo em uma aventura para escaparem de piratas e homens misteriosos. Neste longa, Miyazaki mais uma vez mostra a sua habilidade em criar “mini universos” bem interessantes e fazer com que cenas de comédia, aparentemente “vazias”, conectem fatos da história e desenvolvam personagens. Além disso, o renomado diretor utiliza referências a As Viagens de Gulliver e, do seu próprio projeto anterior, Nausicaä.

Apesar de O Castelo do Céu ter várias características de Nausicaä, como o prelúdio contado por meio de créditos iniciais e possuir criaturas parecidas nos dois filmes que criam a hipótese de universo compartilhado, Laputa não perde a sua originalidade

O roteiro do longa é bom, ao apresentar uma aventura leve, divertida e com bastante cenas de ação envolvendo veículos voadores. Simultaneamente, a obra não perde a sua seriedade ao explorar o tema de que o desenvolvimento tecnológico é uma “faca de dois gumes”, pois ao mesmo tempo que traz a prosperidade e crescimento da humanidade, também pode causar a ruína de milhares de povos em razão de propósitos bélicos e militares.

©Miyazaki Hayao / ©Studio Ghibli / ©Tokuma Shoten / ©Walt Disney Studios / ©GKIDS

Os personagens de Tenkuu no Shiro Laputa são legais. Os coadjuvantes funcionam como bons alívios cômicos; tendo um momento de comédia que lembra muito uma cena de Fullmetal Alchemist. Porém o destaque fica para os casal de protagonista, Sheeta é uma garota doce que esconde um grande segredo relacionado a sua origem e a pedra misteriosa a qual carrega. Já Pazu é um jovem que trabalha em uma mina e tem o sonho de encontrar Laputa para provar a veracidade do mito.

Um ponto interessante dos personagens principais é a maneira como eles interagem. O relacionamento entre o casal é muito fofo e o jeito que eles se preocupam um com o outro é adorável. Apesar de parecer muito com um romance, ainda existe uma certa inocência infanto juvenil que deixa uma “pulga atrás da orelha” para afirmar que eles são realmente um casal realmente amoroso. Mas enfim, eles são muito amáveis e é quase impossível não torcer para que Sheeta e o Pazu fiquem juntos no final.

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O visual de O Castelo no Céu é muito bom. Em Nausicaä as cenas de vôo funcionam de um modo mais artístico para evidenciar a beleza de voar. Já em Laputa, esses momentos aéreos servem para evidenciar a ação do filme e mostrar alguns avanços tecnológicos nas técnicas de animação, como a ótima fluidez de movimentos, qualidade gráfica excelente e a inserção de planos tridimensionais os quais acompanham os personagens voando. 

Apesar desse foco maior na ação, a direção de arte está longe de ter feito um trabalho ruim. As cores do filme são bem claras e combinam com a temática de uma aventura mais leve. Além disso, os cenários do anime estão bonitos, principalmente nos momentos em que são mostrados o meio ambiente e objetos brilhosos.

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Trilha sonora de Tenkuu no Shiro Laputa é magnífica. Joe Hisaishi é um gênio e a sua parceria com Miyazaki faz com que os seus projetos em conjunto se tornem algo memorável. As músicas orquestrais são tão bem produzidas que causam arrepios pelos tons bonitos e criam uma aura mágica que combina com o filme. Sem falar que algumas músicas do longa foram usadas em outros animes, como a ”Morning of the Slag Ravine” que toca no primeiro episódio de Shigatsu wa Kimi no Uso.

Além disso, a trilha sonora também é boa em outros aspectos. Os efeitos sonoros estão bem produzidos e conseguem deixar as cenas de ação mais interessantes. A dublagem também entrega um trabalho competente, nos quais as vozes dos dubladores combinam muito com as personalidades dos personagens.

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O Castelo no Céu é filme bom. O longa é uma apresentação da evolução de Miyazaki como diretor e Joe Hasaishi como compositor, ao criarem algo muito parecido com Nausicaä do Vale do Vento, mas ao mesmo tempo tem a sua própria identidade e se torna um marco histórico como o primeiro projeto do “lendário” Studio Ghibli.

O roteiro é interessante, os protagonistas são carismáticos e a parte técnica é muito boa para uma obra da década de oitenta. O filme é recomendado para o público de todas as idades, principalmente crianças, e para pessoas que gostam de uma aventura divertida. Laputa é um longa histórico e obrigatório para qualquer fã de animações ou desenhos japoneses.

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Arifureta: From Commonplace to World's Strongest | O isekai da temporada com harém

Nos últimos anos tem existido, praticamente, “apenas” uma tendência no mercado japonês: isekai. E como de costume dos animes de temporada, mais um projeto de isekai apareceu durante a temporada de verão de 2019, com o adicional do harém, do ecchi e um background mais “sombrio e realista”.

Agora, fique bem tranquilo e relaxado, e acompanhe essa análise sem spoilers de Arifureta: From Commonplace to World’s Strongest (Arifureta Shokugyou de Sekai Saikyou) para saber os pontos positivos e o que esperar dessa obra.

©TakayaKi / ©Shirakome Ryou / ©Funimation / ©Hulu / ©AT-X / ©Sony Music Communications / ©Bushiroad / ©Toranoana / ©Hakuhodo DY Music & Pictures / ©Overlap / ©Furyu / ©Bandai Namco Arts / ©Asread / ©White Fox

Em um mundo chamado Tortus, existem três raças: os humanos, os demônios e os homens bestas. Há centenas de anos atrás, começou-se uma guerra entre humanos e demônios, no qual fez com que a humanidade ficasse à beira de um colapso. E como os monstros estavam quase vencendo a guerra; o deus Ehit invocou pessoas de um outro mundo para salvarem a humanidade, chamando-as de Heróis Escolhidos por Deus.

A história acompanha um dos Heróis Escolhidos chamado Hajime Nagumo, um garoto fraco e da classe de suporte Synergist que acaba se separando do seu grupo e caindo nos andares mais baixos da Great Orcus Labyrinth (Labirinto do Grande Orcus). Sem abrigo, comida e amigos, Nagumo precisa encontrar uma maneira sobreviver e voltar para o seu mundo, mesmo que isso signifique perder a sua própria humanidade.

Arifureta possui uma criação de universo competente. O anime desenvolve o gênero de aventura ao explorar conceitos de jogos RPG, como classes, raças, poderes e sistema de “level up” (aumentar o nível do personagem). Lembrando um pouco o Tate no Yuusha, a animação também apresenta um “sistema de Craft” até que bem elaborado e, de certa maneira, surpreendente.

Outro ponto positivo da obra é ser fiel a sua proposta. A adaptação é bastante honesta e não tem vergonha do tipo de história que quer desenvolver. Arifureta é um isekai com violência, harém e muito ecchi que não se leva muito a sério, e cumpre exatamente o que promete.

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Os personagens de Arifureta são diretos. Ao apresentar uma história até que divertida, os personagens seguem as suas funções do início ao fim da temporada, no qual Hajime Nagumo é inteligente e sarcástico, seguindo uma tendência de um anti-herói menos sombrio. Já as personagens femininas conseguem ser um pouco engraçadas.

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A animação apresenta um CGI fluido e que se movimenta de uma maneira bastante natural, parecendo que a computação gráfica roda em sessenta FPS (frame per second – frames por segundo). Além disso, a abertura tem uma mudança na animação, a partir da segunda metade do anime, que torna a opening mais interessante.

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A trilha sonora é funcional e no geral combina com as cenas mostradas na obra; de modo que nos momentos de ação, as músicas parecem adquirir um tom de algo que chega a lembrar um jazz com características de eletrônica. Além disso, o dublador novato Fukamachi Toshinari (Nagumo Hajime) se esforça e aparenta ter potencial, já que no início do piloto o protagonista tem uma voz aguda e no final do episódio a voz muda radicalmente, lembrando o Bakugoo de Boku no Hero.

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Arifureta é um anime normal. O roteiro é simples, mas até que é divertido; o visual e a dublagem das personagens femininas é bem produzido; e final é “meio fechado”, podendo ainda ter uma possibilidade de uma continuação caso os produtores tenham vontade de bancar mais uma temporada. O desenho é recomendado para maiores de dezesseis anos, pela violência e quantidade de fanservice, e para um público que gosta de haréns com ecchi. No final de tudo, Arifureta é um anime sem muita seriedade que pelo menos consegue distrair um pouco e gerar alguns momentos divertidos.

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