
Attack on Titan (Shingeki no Kyojin) é uma das obras mais populares da atualidade e, pessoalmente, uma das minhas favoritas. Mesmo que o desenho do manga seja bastante… “limitado”, a história não deixa nada a desejar e é extremamente surpreendente.
E aproveitando que o manga está na sua reta final e o anime recentemente (temporada de primavera) finalizou a segunda parte da sua terceira temporada; vamos “voltar no tempo” e analisar, sem spoilers, a primeira temporada de Attack on Titan para saber se a animação é “MAIS? OU MENOS?”.

Em um mundo apocalíptico, existem os Titãs(gigantes ou Kyojins). Os Kyojins são criaturas enormes e humanóides, com uma grande capacidade de regeneração e que só podem ser mortos se forem atingidos em um ponto específico. Por serem extremamente poderosos e se alimentam apenas de pessoas; no ano de 745 a humanidade estava à beira da extinção.
Por causa dos Titãs, os humanos construíram três muralhas para cercarem as cidades. As muralhas Maria, Rose e Sina eram maiores que os Kyojins e conseguiram impedir o ataque dos monstros; fazendo com que a humanidade voltasse a crescer e o mundo fora das muralhas se tornasse um tabu.
Cem anos depois, um garoto chamado Eren Jaeger sonha com a possibilidade de conhecer o mundo fora das muralhas e, por isso, deseja se juntar a Tropa de Exploração. Apesar de quase todas as pessoas serem contra essa ideia; Eren se mantém firme a sua vontade por liberdade e se recusa a ter uma vida acomodada à mercê dos titãs.
Shingeki no Kyojin é uma história sobre sacrifício. Diferente dos shounens tradicionais (histórias voltados para garotos, normalmente cheias de batalhas e poderes especiais), o desenho apresenta características bem similares ao estilo literário Naturalismo. Da mesma maneira que em O Cortiço, o enredo do anime mostra a luta pela sobrevivência de um modo duro, cruel e extremamente impactante.
Como a obra mostra a luta pela sobrevivência da raça humana, a animação consegue desenvolver o gênero de ação de uma maneira espetacular. As cenas de ação são extremamente empolgantes e épicas. Além disso, a cada novo acontecimento, a trama vai ficando cada vez mais interessante e bizarra, criando uma velocidade narrativa intensa que deixa o espectador sem tempo para respirar.

Os personagens de Shingeki no Kyojin são diversificados. Os principais, no geral, possuem um desenvolvimento bom e personalidades razoáveis. Já os secundários não apresentam um desenvolvimento tão complexo, mas conseguem exercer as suas funções de maneira competente. No final, tanto os coadjuvantes quanto os protagonistas, são capazes de mover a história para frente de um jeito agradável e mostram o quanto os humanos estão dispostos a sacrificar para conseguirem sobreviver.
Agora vamos comentar, especificamente, a respeito dos três personagens principais. Eren é um protagonista um pouco chato e típico de shounen, grita muito e é temperamental; porém a sua visão a respeito de comodidade é muito positiva e interessante. Já o Armin Arlet é o oposto do melhor amigo; é calmo e mostra várias fragilidades, mas exerce muito bem o papel de cérebro do trio.
E por último, Mikasa Ackerman é a irmã adotiva de Eren (ela deixa bem claro que não vê o Eren como irmão, se é que vocês me entendem) e serve basicamente como um cão de guarda do protagonista. Apesar dela ter motivações simples e seja uma das personagens com menos desenvolvimento durante a temporada, acredito que ela seja charmosa por ser muito forte, fofa e até um pouco engraçada.

O visual de Attack on Titan é bom. A direção de arte elabora uma ambientação perfeita para fazer o espectador lembrar da Idade Média; pois a combinação de tons de marrons com a história das cidades cercadas, faz com que os cenários fiquem com uma impressão de Europa antiga e clássica.
Outro detalhe interessante da direção de arte são os traços com linhas bem grossas, as quais estabelecem uma conexão interessante com a extrema violência gráfica e a expressão facial dos personagens transmitem os sentimentos de medo de uma maneira bem eficaz. Além disso, a diferença de desenho de personagens entre a animação e o manga é absurdamente grande, pois o traço da obra original é muito… feio; enquanto que o anime é bem desenhado e agradável.
A animação da obra está boa. A qualidade gráfica e a fluidez das cenas estão boas, principalmente durante a ação, e tem pouquíssimos momentos nos quais os quadros estão mal desenhados. O mais impressionante é o CGI, a inserção dele é quase imperceptível e eles dificilmente o deixam na tela por muito tempo, fazendo com o que espectador tenha a impressão de estar vendo uma animação em célula (animação tradicional e desenhada à mão).

A trilha sonora está boa. A dublagem faz um trabalho competente ao combinar com a personalidade dos personagens e conseguir dar entonações convincentes que combinam com os momentos dramáticos da história. Além disso, a parte musical está excelente, pois as melodias possuem tons tensos e épicos, os quais casaram perfeitamente com a história.
Outro detalhe muito legal são os extras do anime. As duas aberturas estão frenéticas e intensas as quais harmonizam com a velocidade narrativa e as letras das músicas (Guren no Yumiya e Jiyuu no Tsubasa), cantadas pela banda Linked Horizon, combinam com tema épico da história e possuem palavras em alemão (não é o melhor alemão do mundo… mas tá valendo) que criam uma ideia de idade média européia.

Attack on Titan é um anime ótimo que se diferencia dos shounens tradicionais por possuir uma violência acima do normal e uma história mais “realista”. Com um roteiro cheio de mistérios e muita ação, uma trilha sonora muito boa e um visual bem trabalhado, Shingeki no Kyojin é recomendado para pessoas acima dos dezessete anos e para um público que goste de um enredo cruel e intrigante. Além disso, o final é muito surpreendente e faz com que o espectador se questione, ainda mais, sobre a origem dos titãs.
Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.
Criador do ME ANIMA




















