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Arifureta: From Commonplace to World’s Strongest | O isekai da temporada com harém

Nos últimos anos tem existido, praticamente, “apenas” uma tendência no mercado japonês: isekai. E como de costume dos animes de temporada, mais um projeto de isekai apareceu durante a temporada de verão de 2019, com o adicional do harém, do ecchi e um background mais “sombrio e realista”.

Agora, fique bem tranquilo e relaxado, e acompanhe essa análise sem spoilers de Arifureta: From Commonplace to World’s Strongest (Arifureta Shokugyou de Sekai Saikyou) para saber os pontos positivos e o que esperar dessa obra.

©TakayaKi / ©Shirakome Ryou / ©Funimation / ©Hulu / ©AT-X / ©Sony Music Communications / ©Bushiroad / ©Toranoana / ©Hakuhodo DY Music & Pictures / ©Overlap / ©Furyu / ©Bandai Namco Arts / ©Asread / ©White Fox

Em um mundo chamado Tortus, existem três raças: os humanos, os demônios e os homens bestas. Há centenas de anos atrás, começou-se uma guerra entre humanos e demônios, no qual fez com que a humanidade ficasse à beira de um colapso. E como os monstros estavam quase vencendo a guerra; o deus Ehit invocou pessoas de um outro mundo para salvarem a humanidade, chamando-as de Heróis Escolhidos por Deus.

A história acompanha um dos Heróis Escolhidos chamado Hajime Nagumo, um garoto fraco e da classe de suporte Synergist que acaba se separando do seu grupo e caindo nos andares mais baixos da Great Orcus Labyrinth (Labirinto do Grande Orcus). Sem abrigo, comida e amigos, Nagumo precisa encontrar uma maneira sobreviver e voltar para o seu mundo, mesmo que isso signifique perder a sua própria humanidade.

Arifureta possui uma criação de universo competente. O anime desenvolve o gênero de aventura ao explorar conceitos de jogos RPG, como classes, raças, poderes e sistema de “level up” (aumentar o nível do personagem). Lembrando um pouco o Tate no Yuusha, a animação também apresenta um “sistema de Craft” até que bem elaborado e, de certa maneira, surpreendente.

Outro ponto positivo da obra é ser fiel a sua proposta. A adaptação é bastante honesta e não tem vergonha do tipo de história que quer desenvolver. Arifureta é um isekai com violência, harém e muito ecchi que não se leva muito a sério, e cumpre exatamente o que promete.

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Os personagens de Arifureta são diretos. Ao apresentar uma história até que divertida, os personagens seguem as suas funções do início ao fim da temporada, no qual Hajime Nagumo é inteligente e sarcástico, seguindo uma tendência de um anti-herói menos sombrio. Já as personagens femininas conseguem ser um pouco engraçadas.

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A animação apresenta um CGI fluido e que se movimenta de uma maneira bastante natural, parecendo que a computação gráfica roda em sessenta FPS (frame per second – frames por segundo). Além disso, a abertura tem uma mudança na animação, a partir da segunda metade do anime, que torna a opening mais interessante.

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A trilha sonora é funcional e no geral combina com as cenas mostradas na obra; de modo que nos momentos de ação, as músicas parecem adquirir um tom de algo que chega a lembrar um jazz com características de eletrônica. Além disso, o dublador novato Fukamachi Toshinari (Nagumo Hajime) se esforça e aparenta ter potencial, já que no início do piloto o protagonista tem uma voz aguda e no final do episódio a voz muda radicalmente, lembrando o Bakugoo de Boku no Hero.

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Arifureta é um anime normal. O roteiro é simples, mas até que é divertido; o visual e a dublagem das personagens femininas é bem produzido; e final é “meio fechado”, podendo ainda ter uma possibilidade de uma continuação caso os produtores tenham vontade de bancar mais uma temporada. O desenho é recomendado para maiores de dezesseis anos, pela violência e quantidade de fanservice, e para um público que gosta de haréns com ecchi. No final de tudo, Arifureta é um anime sem muita seriedade que pelo menos consegue distrair um pouco e gerar alguns momentos divertidos.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

Criador do ME ANIMA