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MAIS? OU MENOS? | Nausicaä do Vale do Vento

Nausicaä do Vale do Vento (Kaze no Tani no Nausicaä – Naushika) é um filme “engraçado”. Apesar de não pertencer oficialmente ao Studio Ghibli, muitos fãs o consideram o primeiro longa do estúdio (estou 100% de acordo com essa ideia); pois o anime possui várias características parecidas com os projetos futuros da Ghibli. Além disso, Miyazaki Hayao e Takahata Isao (dois fundadores do Studio Ghibli), estavam envolvidos na produção de Nausicaä, um como diretor (Miyazaki) e o outro como roteirista (Takahata).

Agora, fique bem tranquilo e aproveite essa análise sem spoilers, para saber se Naushika é só uma obra clássica ”supervalorizada”, ou realmente faz jus ao renomado “deus dos animes” (Miyazaki). Ou como eu gosto de escrever, se é um filme “MAIS? OU MENOS?”.

OBS: eu não consegui ler o mangá, por isso, essa obra foi analisada sem o conhecimento da história original.

©Studio Hibari / ©Topcraft / ©Walt Disney Studios / ©GKIDS

Mil anos depois do colapso industrial o Mar da Decadência cobriu o planeta e começou a ameaçar a humanidade. O Mar da Decadência é tipo um pântano que lança vapores tóxicos, os quais podem matar os seres humanos, caso os mesmos respirem o ar venenoso por mais de cinco minutos. Além disso, novos tipos de criaturas surgiram e as plantas que passaram a crescer nos pântanos começaram a se tornarem venenosas, deixando o solo improdutivo.

O filme é sobre Nausicaä, uma garota que é a princesa do Vale do Vento; um vilarejo pacífico e que tenta viver em harmonia com o ambiente desse mundo apocalíptico. Toda essa calmaria acaba quando um avião misterioso de Tolmekia (uma nação militar) cai na vila, e começa a espalhar o caos no Vale do Vento. Agora, cabe a Nausicaä tentar salvar o seu povo e restaurar a paz do seu vilarejo.

A história de Kaze no Tani no Nausicaä é muito interessante. O universo criado por Miyazaki é riquíssimo, pela criação de uma mitologia própria e usar o gênero de aventura para explorar o universo do longa. Além de conseguir desenvolver bem o tema de poluição da natureza, um dos assuntos mais recorrentes nos filmes do renomado diretor; lembrando o filme Princesa Mononoke e o assunto atual das queimadas da Amazônia.

Nausicaä é tão intrigante que após terminar de assistir ao longa e descobrir que um manga deu origem a essa animação, eu me senti culpado por não ter lido a obra original e me causou o pensamento de: “se em apenas duas horas de filme, o diretor conseguiu criar algo tão legal, imagina o manga, que não tem a limitação de tempo e pode se desenvolver de uma maneira mais natural”.

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Os personagens do filme são modelos para os futuros projetos do Miyazaki. Os homens do Vale do Vento lembram muito os mineradores de O Castelo no Céu, pois os dois servem como um alívio cômico. E a antagonista principal de Nausicaä, a Kushana, tem uma personalidade e um papel narrativo bem similar a Eboshi de Princesa Mononoke.

Agora vamos falar sobre a personagem principal. A Nausicaä é o primeiro exemplo de Miyazaki de como criar uma personagem feminina interessante e que não é indefesa. A princesa do Vale do Vento é uma garota de personalidade doce, com um grande amor pela vida e que possui uma determinação invejável; sendo uma combinação do contexto e da personalidade de Sheeta (O Castelo no Céu) e a bravura de San (Princesa Mononoke)

Depois que você assiste Kaze no Tani no Nausicaä e conhece os filmes do Studio Ghibli; é impressionante o quanto a personagem Nausicaä foi relevante para criar uma identidade do estúdio e do próprio Miyazaki, nos quais quase todos os filmes apresentam ótimas protagonistas femininas e que fogem do estereótipo criado pelos filmes de princesas da Disney.

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O visual de Nausicaä do Vale do Vento é incrível. O traço do filme é usado, até hoje, como referência para a maioria dos projetos do Studio Ghibli, de modo que o design da personagem Nausicaä é adorável. Além disso, as cores dos cenários estão bem inseridas, pois as cenas do mundo apocalíptico ganham tons mais frios e os momentos envolvendo os humanos adquirem cores mais quentes.

Mas o que realmente chama a atenção é a animação. O longa é de 1984, e mesmo assim, a animação consegue ser melhor do que alguns animes atuais. A fluidez das cenas está muito agradável, principalmente nas cenas de ação, as quais estão com movimentos bem naturais e trazem o sentimento mágico de voar (algo recorrente nas obras de Miyazaki); além da qualidade gráfica ser ótima para época, trazendo um saudosismo caloroso aos fãs da técnica de animação em célula.

Tem também um outro detalhe que me chamou a atenção, mas isso na verdade é mais uma curiosidade do que um ponto de análise. É bizarro como o traço do personagem Asbel(Ashiberu) lembra o Pazu (O Castelo no Céu) e o Ashitaka (Princesa Mononoke). Volto a comentar, é impressionante o quanto Nausicaäinspirou na criação de Rapyuta e Mononoke Hime.

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O áudio de Kaze no Tani no Nausicaä é maravilhoso. A dublagem combina com os personagens, tanto em personalidade quanto em aparência, e os dubladores conseguem entregar uma entonação natural e nada forçada. Além disso, os sons ambientes aumentam a imersão do espectador, principalmente nos momentos de vôo, nos quais a protagonista usa um planador.

A trilha musical é algo quase indescritível. Nas cenas de ação, as músicas adquirem sons mais tensos e algumas possuem uma sonoridade que lembra os fliperamas. Porém, o que torna única a trilha sonora de Nausicaä é a música principal “Kaze no Tani no Naushika” feita por Joe Hisaishi. A melodia consegue tornar os cenários da animação mais belos e imponentes, sem falar que a música é tão bonita que dá vontade de chorar e poderia facilmente ser confundida com alguma música clássica.


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Kaze no Tani no Nausicaä é um filme… MAIS!!!. Nausicaä do Vale do Vento é um filme muito bom, merece reconhecimento histórico e o título de clássico. O seu universo é bem construído, a protagonista é inspiradora, o visual é atemporal e trilha sonora é magistral. O longa funciona para otakus, amantes do cinema e até para o público geral; sendo recomendado para pessoas acima dos dez anos que gostem de uma boa aventura ou pessoas que sejam fãs de animação cinematográfica.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

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MAIS? OU MENOS? | Attack on Titan

Attack on Titan (Shingeki no Kyojin) é uma das obras mais populares da atualidade e, pessoalmente, uma das minhas favoritas. Mesmo que o desenho do manga seja bastante… “limitado”, a história não deixa nada a desejar e é extremamente surpreendente.

E aproveitando que o manga está na sua reta final e o anime recentemente (temporada de primavera) finalizou a segunda parte da sua terceira temporada; vamos “voltar no tempo” e analisar, sem spoilers, a primeira temporada de Attack on Titan para saber se a animação é “MAIS? OU MENOS?”.

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Em um mundo apocalíptico, existem os Titãs(gigantes ou Kyojins). Os Kyojins são criaturas enormes e humanóides, com uma grande capacidade de regeneração e que só podem ser mortos se forem atingidos em um ponto específico. Por serem extremamente poderosos e se alimentam apenas de pessoas; no ano de 745 a humanidade estava à beira da extinção.

Por causa dos Titãs, os humanos construíram três muralhas para cercarem as cidades. As muralhas Maria, Rose e Sina eram maiores que os Kyojins e conseguiram impedir o ataque dos monstros; fazendo com que a humanidade voltasse a crescer e o mundo fora das muralhas se tornasse um tabu.

Cem anos depois, um garoto chamado Eren Jaeger sonha com a possibilidade de conhecer o mundo fora das muralhas e, por isso, deseja se juntar a Tropa de Exploração. Apesar de quase todas as pessoas serem contra essa ideia; Eren se mantém firme a sua vontade por liberdade e se recusa a ter uma vida acomodada à mercê dos titãs.

Shingeki no Kyojin é uma história sobre sacrifício. Diferente dos shounens tradicionais (histórias voltados para garotos, normalmente cheias de batalhas e poderes especiais), o desenho apresenta características bem similares ao estilo literário Naturalismo. Da mesma maneira que em O Cortiço, o enredo do anime mostra a luta pela sobrevivência de um modo duro, cruel e extremamente impactante.

Como a obra mostra a luta pela sobrevivência da raça humana, a animação consegue desenvolver o gênero de ação de uma maneira espetacular. As cenas de ação são extremamente empolgantes e épicas. Além disso, a cada novo acontecimento, a trama vai ficando cada vez mais interessante e bizarra, criando uma velocidade narrativa intensa que deixa o espectador sem tempo para respirar.

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Os personagens de Shingeki no Kyojin são diversificados. Os principais, no geral, possuem um desenvolvimento bom e personalidades razoáveis. Já os secundários não apresentam um desenvolvimento tão complexo, mas conseguem exercer as suas funções de maneira competente. No final, tanto os coadjuvantes quanto os protagonistas, são capazes de mover a história para frente de um jeito agradável e mostram o quanto os humanos estão dispostos a sacrificar para conseguirem sobreviver.

Agora vamos comentar, especificamente, a respeito dos três personagens principais. Eren é um protagonista um pouco chato e típico de shounen, grita muito e é temperamental; porém a sua visão a respeito de comodidade é muito positiva e interessante. Já o Armin Arlet é o oposto do melhor amigo; é calmo e mostra várias fragilidades, mas exerce muito bem o papel de cérebro do trio.

E por último, Mikasa Ackerman é a irmã adotiva de Eren (ela deixa bem claro que não vê o Eren como irmão, se é que vocês me entendem) e serve basicamente como um cão de guarda do protagonista. Apesar dela ter motivações simples e seja uma das personagens com menos desenvolvimento durante a temporada, acredito que ela seja charmosa por ser muito forte, fofa e até um pouco engraçada.

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O visual de Attack on Titan é bom. A direção de arte elabora uma ambientação perfeita para fazer o espectador lembrar da Idade Média; pois a combinação de tons de marrons com a história das cidades cercadas, faz com que os cenários fiquem com uma impressão de Europa antiga e clássica.

Outro detalhe interessante da direção de arte são os traços com linhas bem grossas, as quais estabelecem uma conexão interessante com a extrema violência gráfica e a expressão facial dos personagens transmitem os sentimentos de medo de uma maneira bem eficaz. Além disso, a diferença de desenho de personagens entre a animação e o manga é absurdamente grande, pois o traço da obra original é muito… feio; enquanto que o anime é bem desenhado e agradável.

A animação da obra está boa. A qualidade gráfica e a fluidez das cenas estão boas, principalmente durante a ação, e tem pouquíssimos momentos nos quais os quadros estão mal desenhados. O mais impressionante é o CGI, a inserção dele é quase imperceptível e eles dificilmente o deixam na tela por muito tempo, fazendo com o que espectador tenha a impressão de estar vendo uma animação em célula (animação tradicional e desenhada à mão).

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A trilha sonora está boa. A dublagem faz um trabalho competente ao combinar com a personalidade dos personagens e conseguir dar entonações convincentes que combinam com os momentos dramáticos da história. Além disso, a parte musical está excelente, pois as melodias possuem tons tensos e épicos, os quais casaram perfeitamente com a história.

Outro detalhe muito legal são os extras do anime. As duas aberturas estão frenéticas e intensas as quais harmonizam com a velocidade narrativa e as letras das músicas (Guren no Yumiya e Jiyuu no Tsubasa), cantadas pela banda Linked Horizon, combinam com tema épico da história e possuem palavras em alemão (não é o melhor alemão do mundo… mas tá valendo) que criam uma ideia de idade média européia.

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Attack on Titan é um anime ótimo que se diferencia dos shounens tradicionais por possuir uma violência acima do normal e uma história mais “realista”. Com um roteiro cheio de mistérios e muita ação, uma trilha sonora muito boa e um visual bem trabalhado, Shingeki no Kyojin é recomendado para pessoas acima dos dezessete anos e para um público que goste de um enredo cruel e intrigante. Além disso, o final é muito surpreendente e faz com que o espectador se questione, ainda mais, sobre a origem dos titãs.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

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MAIS? OU MENOS? | O Filme – Dragon Ball Super: Broly

Como todo otaku já sabe, é difícil de saber quando irá chegar algum filme de anime no Brasil. Mesmo que sistemas de streaming, como Netflix e Crunchyroll, e até a distribuidora Sato Company, tenham possibilitado uma maior vinda de animes para o nosso país, o mercado de filmes japoneses nas terras tupiniquins ainda é algo precário.

Por causa disso, a pirataria, infelizmente, ainda é um dos únicos meios de assistir filmes recentes em formatos de animes; e mesmo assim, ainda demora quase nove meses para conseguir alguma qualidade boa. Por isso, não será possível trazer filmes que estrearam nesta temporada (verão), apenas filmes de umas três temporadas atrás (nesse caso, a temporada de outono de 2018).

Agora que você já sabe a situação dos filmes de animes, fique bem tranquilo e acompanhe essa análise sem spoilers desse filme que havia estreado nos cinemas brasileiros em janeiro deste ano e que pertence a uma das franquias de animes mais famosas do mundo, para saber se O Filme – Dragon Ball Super: Broly é “MAIS? OU MENOS?”.

OBS: Durante toda a minha vida acompanhei Dragon Ball, tanto em português quanto em japonês; por isso, já vou avisando que não vou comentar nada sobre a dublagem original do Goku. Para mim, ela não é estranha.

©Funimation / ©Toei Animation / ©東映映画チャンネル / ©TORIYAMA AKIRA

41 anos antes dos acontecimentos do filme, quando o planeta Vegeta ainda existia, a raça saiyajin era abundante e estava sob o comando de Freeza e o Rei Cold; o Rei Vegeta descobre que Broly, um bebê saiyajin e filho do Comandante Paragas, possui o potencial de ser mais poderoso que o Príncipe Vegeta.

Com medo e inveja de que a força de Broly supere a do Príncipe Vegeta; o Rei Vegeta envia Broly para um planeta inóspito e hostil chamado Vampa, na esperança de conseguir se livrar da criança. Porém, o Comandante Paragas descobre as intenções do seu líder e abandona o exército saiyajin para salvar o seu filho, jurando vingança contra o Rei Vegeta.

5 anos após a ida de Broly para o planeta Vampa, quando o planeta Vegeta está prestes a sofrer um desastre; Bardock, um guerreiro saiyajin de classe baixa, pressente um perigo iminente e envia o seu filho mais novo, Kakarotto, para um planeta seguro e distante, chamado Terra.

Dragon Ball Super: Broly é uma continuação da série Dragon Ball e acontece após os acontecimentos da saga Super; no qual Goku e Vegeta estão treinando, quando recebem um aviso de que Freeza está planejando reunir as Sete Esferas do Dragão. Temendo as maldades do vilão, a dupla parte com Bulma e Whis para impedir Freeza de invocar Shenglong. Enquanto isso, em um planeta muito distante, dois lacaios de Freeza encontram um sobrevivente da raça saiyajin.

Assim como a série Super, esse novo longa segue um mesmo padrão de desenvolvimento: pouca história e muita luta. A primeira metade da história fica alternando entre a apresentação da história, sem muito desenvolvimento, e uma comédia divertida, lembrando o Dragon Ball clássico. Normalmente isso seria algo ruim, mas desde o final da saga Z, a animação se tornou um anime que apenas mostra lutas intensas e transformações, e como não se leva tão a sério, a falta de narrativa não é algo que incomoda.

Outro ponto interessante desse filme é o fato dele relembrar várias informações da raça sayajin, como a divisão das classes sociais, o sistema econômico, a utilização de tecnologias para detectar o Ki e até a lenda do Super Sayajin (depois que o Goku se transformou, isso deixou de ser lenda e todo sayajin consegue se transformar… mas ok). Tudo isso funciona como um bom fanservice (elementos supérfluos com a intenção de entreter o público), além de mostrar alguns personagens mais antigos, como as Forças Especiais Ginyu, o Nappa e até o Raditz.

A segunda parte do longa é o momento no qual é a essência de Dragon Ball. Seguindo o gênero “tiro, pancada e bomba”, as cenas de ação estão muito legais mostrando vários poderes, destruição e muito grito (ok, parece ser idiota quando eu escrevo assim, mas é bem legal). E no meio dessa pancadaria, um detalhe que chama a atenção é a fusão da saga Z com a Super, deixando os combates mais sérios e intensos (Z), porém menos sanguinário (Super).

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Os personagens clássicos de Dragon Ball servem apenas para acompanhar a história e não apresentam nenhum desenvolvimento a mais, além de que quase todos os guerreiros Z não chegam nem a serem citados, ou ao menos aparecerem. O que é completamente plausível, já que são personagens muito antigos e que, praticamente, já sofreram todas as evoluções possíveis.

O destaque fica para os “novos” personagens secundários. Bardock ganhou uma profundidade a mais ao alterarem algumas coisas que acontecem no OVA (original video animation) de 1990 (Bardock: O Pai de Goku), lembrando o filme O Homem de Aço (Zack Snyder). Além de finalmente apresentarem a mãe de Goku, que mesmo tendo pouquíssimos momentos de tela, é capaz de gerar um calorzinho no coração do fã da série, pelo belo fanservice.

E o último personagem que precisa ser destacado é o Broly. O seu passado mudou, ganhou um pouco mais de desenvolvimento e ele mostra uma personalidade muito similar ao do Gohan (quando era mais novo). Outro fato interessante é o fato dele ter um papel muito parecido com o do Thanos em Vingadores: Guerra Infinita; de ser um ser extremamente poderoso e, mesmo sendo o antagonista, ganha um destaque maior do que os protagonistas.

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O visual de Dragon Ball Super: Broly está bom. Apesar de ter uma queda de qualidade gráfica durante os combates, isso não influencia na boa fluidez das cenas de ação as quais conseguem causar impacto e intensidade. Além de não prejudicar o ótimo CGI, que cria um ar saudosista para os fãs dos jogos de videogame de Dragon Ball, como o Budokai Tenkaichi e o mais recente FighterZ.

A direção de arte também está boa. Os planos situam bem o espectador, de maneira que você consegue entender tudo que está acontecendo na luta de maneira bem clara. Além disso, a destruição dos cenários está impecável e o desenho dos personagens, feito pelo próprio Toriyama, mantém a essência da série Super e traz pequenas particularidades para o novo filme.

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A trilha sonora da obra é razoável. Os sons ambientes estão competentes e apresentam o barulhos recorrentes da série, como os vários gritos e os sons característicos dos combates; e as músicas, no geral, não chamam muita atenção, fora um momento em que alguma música fica gritando, com uma voz de metal, o nome dos personagens que estão lutando, deixando a cena um pouco cômica.

A dublagem está agradável. A brasileira continua excepcional e combina bastante com os personagens. Já a original, no geral está boa, porém a voz do personagem Broly não combina muito, pois o som é um pouco agudo demais para alguém que tenha uns 40 anos e seja extremamente grande.

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Dragon Ball Super: Broly é uma grata surpresa para quem é fã da série. Trilha sonora razoável, animação boa e um roteiro é fraco, faria o longa ser mais ou menos; mas como o anime não se leva tão a sério; o filme consegue entregar combates muito bons com espírito de Dragon Ball Z e se destaca sendo um dos melhores filmes da franquia. É recomendado para pessoas maiores de treze anos e que adoram obras de ação com muita pancadaria. O final insere Broly como um personagem canônico e traz a possibilidade de uma continuação, no qual “reviveria” outros personagens esquecidos, assim como foi o próprio Broly.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

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MAIS? OU MENOS? | A Place Further Than The Universe

O ano de 2018 foi incrível para quem é fã de animes. Por causa disso, vale relembrar de uma animação que havia sido indicada pela New York Times como uma das melhores séries do ano passado e que também foi ofuscada pelo prestigiado Devilman: Crybaby.

Agora, fique bem tranquilo e acompanhe essa análise sem spoilers, para saber se Sora yori mo Tooi Basho tem apenas um nome muito grande ou é realmente um bom anime. Ou como eu gosto de escrever, se ele é uma obra “MAIS? OU MENOS?”.

©Madhouse / ©Kadokawa / ©NewGin / ©Crunchyroll / ©Docomo Anime Store / ©Sony Music Communications / ©AT-X / ©Movic / ©Media Factory

A Place Further than the Universe (Yorimoi / Sora yori mo Tooi Basho) é sobre quatro garotas que partem em uma jornada para chegar ao polo sul. O Desafio da Antártida, a primeira expedição civil à Antártica, retorna após três anos de paralisação; criando uma oportunidade para Kimari, Shirase, Hinata e Yuzu embarcarem em uma aventura cheia de aprendizados e que mudará a vida das personagens para sempre.

A primeira impressão que tive do desenho, antes de vê-lo, era essa: “um anime para meninas, onde quatro garotas fofas fazem coisas fofas e insignificantes”. Devo dizer, com uma enorme felicidade, que eu “mordi a minha língua” de uma maneira muito feia. Yorimoi é uma animação capaz de fazer o espectador ter esperanças para um futuro e uma vida melhor.

A história é uma aventura emocionante e divertida, no qual a cada episódio, as protagonistas vão enfrentando pequenos desafios para conseguir chegar a Antártida. Apesar dos empecilhos ocorridos não fazerem o espectador duvidar do sucesso da missão das garotas; a obra consegue prender ao mostrar uma comédia com vários momentos leves e animados, além de apresentar um drama capaz de te fazer chorar e, ao mesmo tempo, aquecer o seu coração.

Outro fator positivo do anime é a sua mensagem principal: tenha um propósito. A animação mostra que não ter um objetivo, pode fazer com que você torne uma pessoa cheia de ressentimentos. Porém, quando você tem uma meta e começa a agir para concretizá-lo; cada novo desafio significa uma possibilidade de evoluir, você perceberá a grandeza do mundo, buscará novas possibilidades e não existirá a ideia de “dia desperdiçado”; fazendo com que você se sinta mais realizado e feliz consigo mesmo.

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As protagonistas de Yorimoi são outro ponto positivo da história. As quatro possuem muita carisma, todas têm arcos dramáticos interessantes e representam o espectador, por serem as únicas personagens a não terem a experiência de conhecer a Antártida. E mesmo tendo essas características em comum, cada uma tem uma personalidade própria e um papel diferente na trama.

Tamaki Mari é uma garota que, ao entrar no ensino médio, tinha o sonho de “viver a juventude”. Porém, por ter muito medo de arriscar, ela acabou ficando acomodada e nunca realizou seus objetivos. Após encontrar um caderno antigo com as suas anotações sobre as suas vontades passadas, ela acaba ficando decepcionada consigo mesma e procura um meio de mudar.

Kobuchizawa Shirase é, junto da Kimari, uma das personagens mais importantes da história. Além de ser a minha personagem favorita, é a personagem que tem o sonho de ir a Antártica e que possui o arco dramático mais emocionante. Assim como a Kimari, ela também está em busca de uma mudança na sua vida.

E por último, a alegre Miyake Hinata, que busca realizar algo único e a faça se destacar; e também temos a Shiraishi Yuzuki, é a mais jovem do grupo e se junta a expedição da Antártica por causa do seu trabalho. Apesar de terem menos relevância comparadas a Shirase e a Kimari; as duas personagens não ficam muito “atrás” e também apresentam desenvolvimentos interessantes a respeito da amizade.

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O visual de A Place Further than the Universe é excelente. A qualidade gráfica é excepcional e constante, todas as cenas fluem com naturalidade e o desenho dos personagens são bem produzidos, ao ponto de não existir alguém que tenha um design “feio”. Até o CGI é competente e funcional, mesmo que não arrisque muito ao fazer apenas os veículos como trens, navios e helicópteros. 

O destaque do visual fica por parte da direção de arte. As paisagens da obra são extremamente detalhadas, bonitas e realistas. Além disso, a fotografia oferece um grande foco nos cenários comparado aos personagens, transmitindo a ideia de como o mundo é grande e amedrontador; pelo fato de nós, humanos, sermos insignificantes e frágeis perante as grandiosidade da natureza. 

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O áudio de Sora yori mo Tooi Basho é bom. A dublagem do anime é boa e todos os dubladores possuem vozes que combinam com os personagens. Mesmo adorando a Shirase, no início, achava que a sua voz era muito grave para uma garota de 16 anos. Porém, após assistir toda a obra, parar e refletir; cheguei a conclusão de que faz sentido ela ter uma voz mais madura, já que a protagonista possui o arco dramático mais emocionante.

A trilha sonora também é muito boa. As melodias conseguem transmitir emoção e relaxamento, criando um balanço perfeito com o clima leve e dramático da animação. Além disso, a trilha original possui canções com vozes, que normalmente distraem o espectador, mas nesse caso, a direção foi muito sensata ao equilibrar o volume das músicas, fazendo com que o público não se distraia e perca o foco das cenas.

Outro ponto positivo são os extras. Tanto a abertura quanto o encerramento combinam com o clima do anime. Porém, o destaque fica para a ending; a música “Koko kara, Koko kara” cantada pelas dubladoras Inori Minase (Kimari), Kana Hanazawa (Shirase), Yuka Iguchi (Hinata) e Saori Hayami (Yuzu) harmoniza muito bem com qualquer cena do anime pela variação de melodias e se sobressai sobre a opening (abertura) com um ritmo mais agitado e alegre.

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A Place Further than the Universe é uma obra prima. O anime contém roteiro, animação e trilha sonora excelentes; além de ter uma mensagem extremamente inspiradora capaz de transformar a vida do espectador. Yorimoi é recomendado para qualquer pessoa de qualquer idade, que goste de um enredo bom ou cheio de significado. O final deixa uma pequena possibilidade de continuação; e talvez esse seja o maior defeito da obra, não fechar definitivamente essa história é deixar a possibilidade de uma sequência estragar esse trabalho bem feito.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post. 

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MAIS? OU MENOS? | The Rising of the Shield Hero

The Rising of the Shield Hero (Tate no Yuusha no Nariagari) foi um dos primeiros animes de destaque de 2019. Porém esse “destaque” não foi nada confortável. A obra sofreu várias acusações sobre utilizar o estupro como um recurso narrativo desnecessário e, mesmo assim, o público ainda concebeu a nota oito para o desenho no site MyAnimeList, uma avaliação considerada muito boa. 


No meio de toda essa polêmica, a pergunta que não quer calar é: “mas Tate no Yuusha é um anime bom ou ruim?”. Caso ainda não tenha visto o anime, fique bem à vontade, confortável e aproveite essa crítica sem spoilers (e caso já tenha visto o anime, você também está mais do que convidado a ler esse texto), para saber se The Rising of the Shield Hero é uma obra “MAIS? OU MENOS?”.

OBS: Esse anime foi analisado sem levar em conta a web novel (história escrita diretamente para Internet) original, pois acredito que para um anime ser bom, ele também precisa funcionar de uma maneira independente. (Clique AQUI para comprar a light novel em inglês; e clique AQUI para comprar o mangá em inglês).

©Glovision / ©Kadokawa / ©Crunchyroll / ©Kinema Citrus

Em um mundo alternativo, onde há magia e animais fantásticos, existe uma profecia apocalíptica que fala sobre a vinda das Ondas, as quais trariam a ruína e destruição desse mundo. As Ondas são fenômenos misteriosos, nos quais fazem com que o céu mude de cor e comece a invocar imensas hordas de monstros; sendo que a cada nova Onda, mais criaturas poderosas aparecem.

Cada país desse mundo mágico possui um Relógio de Dragão de Areia que prediz quando a próxima Onda irá ocorrer. E os únicos os quais podem impedir essa destruição são os Quatro Heróis Cardeais, cada um representado por uma arma característica: espada, arco, lança e escudo.

The Rising of the Shield Hero conta a história de Iwatani Naofumi, um universitário de 20 anos que é invocado nesse mundo fantástico para ser o Herói do Escudo e impedir a destruição das Ondas. Porém, alguns acontecimentos envolvendo o Reino de Melromarc fazem com que o jovem perca a sua honra e a capacidade de confiar nas outras pessoas. Por causa dessa desconfiança, Naofumi acaba comprando uma escrava semi-humana chamada Raphtalia, para ajudá-lo a enfrentar as Ondas.

Tate no Yuusha lembra um pouco o anime Re:ZERO. Um jovem otaku está indo para algum local e, durante esse trajeto, acaba sendo invocado em um mundo de fantasia. As duas histórias possuem uma quantidade grande de carga dramática para um anime isekai (tipo de história no qual o protagonista vai para um mundo mágico). E até as roupas dos protagonistas são parecidas (aquele macacão meio feio).

Agora deixando de lado a comparação com Re:ZERO, The Rising of the Shield Hero trouxe as suas próprias particularidades. Um dos pontos positivos da obra, é o modo de apresentar o seu universo. Com o gênero de aventura, o desenho mostra vários elementos de exploração e informações sobre o mundo de Tate no Yuusha, como a circulação do dinheiro, as criaturas próprias (como os Filorials), o sistema de evolução (similar a jogos RPG) e até a implementação dos mundos paralelos, já que cada um dos Quatro Heróis Cardeais vem de um Japão diferente. 

Entretanto, a previsibilidade da animação é algo negativo. Da mesma maneira que o Natsu sempre irá ganhar uma luta no anime Fairy Tail; o Naofumi poucas vezes passa por momentos realmente perigosos, nos quais fazem o espectador duvidar da segurança do Herói do Escudo ou na sua capacidade de superar os problemas.

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Outro ponto positivo da obra são os personagens principais. O Naofumi consegue trazer uma certa originalidade por possuir uma personalidade menos inocente e por fazer trabalhos menos heróicos durante a série. Essa sua persona acaba sendo uma sátira aos animes isekais, os quais normalmente apresentam protagonistas inocentes e que apenas se envolvem em acontecimentos extravagantes, como matar criaturas gigantescas e poderosas com as suas armas incríveis.

A personagem principal feminina é outro ponto positivo. Raphtalia é uma personagem extremamente gentil, fiel e carismática. Por possuir uma personalidade amável, acabou recebendo, e merecendo, o título de waifu (seria a sua “esposa”, uma personagem para casar) pelos fãs da série; além de ser a personagem que possui o melhor arco dramático do desenho.

O detalhe que mais chama a atenção entre os dois protagonistas é a química entre eles. Apesar do romance não ser um gênero presente no desenho, a medida que a história avança o relacionamento do casal vai evoluindo, proporcionando vários momentos fofos e bonitos; como foi o caso do segundo episódio, que é o melhor episódio da série. No início, eu era um pouco contra esse relacionamento, já que o Naofumi via a Raphtalia como uma filha (soa estranho e errado, não acha?), mas no decorrer da obra é possível perceber uma mudança na maneira como o protagonista enxerga a heroína principal e depois de um tempo você acaba aceitando o romance e já está torcendo pelos dois.

Já os coadjuvantes são uma montanha russa. Existem dois tipos de personagens secundários: os que são normais e gente boa com o protagonista; e os idiotas que são completamente ignorantes com o Naofumi.

Os bons coadjuvantes, além de serem os bonzinhos, são os únicos os quais possuem alguma história e apresentam uma personalidade mais variada e real. Enquanto que o resto possui apenas a função de causar problemas; alguns fazem por possuírem uma personalidade inocente e os outros fazem apenas pelo ódio cego contra o Naofumi.

©Glovision / ©Kadokawa / ©Crunchyroll / ©Kinema Citrus

No geral, a parte técnica pode ser descrita com uma palavra: razoável. Levando em conta o clima descontraído do anime; a fotografia, a trilha sonora e os sons ambientes conseguem realizar as suas funções de maneira aceitável. O CGI apesar de ser mediano é a parte mais complicada de analisar, pois possui uma grande oscilação de qualidade. Têm momentos em que está quase imperceptível, e outros que se destoa muito do cenário.

A animação também foi algo incerto. Nos momentos de ação conseguia ser fluida, mas não muito empolgante; fazendo o anime ter poucos momentos visualmente impressionantes. Além disso nos doze primeiros episódios, a qualidade gráfica estava inferior e menos consistente, comparando com os treze episódios finais que estavam com um acabamento bem melhor.

Apesar desses deslizes, Tate no Yuusha apresenta um design de personagens extremamente agradável e competente, nos quais todos os personagens possuem características visuais que combinam com as suas respectivas personalidades.

Outro detalhe interessante é a dublagem da personagem Raphtalia. A dubladora Seto Asami fez (mais uma vez) um bom trabalho. Conseguiu dar as entonações certas para cada cena específica e criar uma voz característica para a Raphtalia; se diferenciando dos seus outros trabalhos anteriores, como a Sakurajima Mai (Seishun Buta Yarou) e a Mulher de Cabelo Preto (Kurokami no OnnaDeath Parade).

Além disso, vale a pena dar um destaque para a primeira música de encerramento. A música Kimi no Namae cantada pela Chiai Fujikawa possui uma melodia linda, que combina bastante com o estilo de uma ending (encerramento) e a letra é bonita e basicamente sobre os sentimentos de gratidão da Raphtalia pelo Naofumi.

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The Rising of the Shield Hero é um anime legal que conta uma jornada para redescobrir a confiança. Com um roteiro razoável e uma parte técnica competente; Tate no Yuusha é recomendado para pessoas acima dos doze anos que gostam de animes com a temática de jogos RPG ou que querem um entretenimento leve para passar o tempo. Além disso, recentemente teve um anúncio de que o anime irá ganhar mais duas temporadas; ou seja, no futuro, teremos mais algumas histórias sobre o herói do escudo.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

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OBS 2:

Não gosto fazer comentários polêmicos, mas como pretendo fazer esse site funcionar como um referência em análise de animes, irei comentar a minha opinião relacionada ao tema do estupro em Tate no Yuusha. Caso você ainda não tenha visto o anime, sugiro que não leia a parte de baixo pois terá alguns spoilers.

Eu não acho que o estupro foi mal embasado para ser colocado na história. No primeiro episódio, a Malty fala que Melromarc é um país matriarcal, ou seja, um local governado por mulheres, onde pessoas do sexo feminino possuem mais poder que pessoas do sexo masculino. Como as mulheres possuem mais influência em Melromarc, faz sentido o crime de estupro contra as mulheres ter o pior tipo de sentença e fazer o acusado perder qualquer tipo de credibilidade, combinando perfeitamente com o objetivo da personagem.

Além disso, é engraçado que a reputação do anime seja bem parecida com a do Naofumi. Da mesma maneira que o povo de Melromarc julgava o Naofumi sem nem ao menos conhecê-lo, pessoas que nem haviam assistido o anime ficavam falando mal da obra. Coincidentemente, o que aconteceu na ficção, também aconteceu na realidade.