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Violet Evergarden | Uma saudação à Kyoto Animation

O fato da Kyoto Animation (KyoAni) ser um dos melhores estúdios de animação do Japão não deve ser nenhuma novidade para o público otaku. A KyoAni possui um visual acima do normal e apresenta vários slice of life de qualidade que no geral são fofos e divertidos, como Hibike! Euphonium e Hyouka. Porém, na minha opinião, o verdadeiro ponto forte do estúdio são os dramas tocantes que conseguem mostrar histórias lindas e capazes de emocionar qualquer coração de pedra, como Clannad e Koe no Katachi.

Em homenagem a  Kyoto Animation, pelos seus incríveis projetos e ao ataque sofrido nesse ano; hoje vamos analisar Violet Evergarden e descobrir se o anime é realmente emocionante e se ele faz jus aos previews arrepiantes mostrados em 2016.

©Akatsuki Kana / ©Takase Akiko / ©Kyoto Animation / ©Lantis / ©Pony Canyon / ©Rakuonsha / ©ABC Animation / ©Netflix

Em um mundo fictício, um país chamado Leidenschaftlich acaba de terminar uma guerra de quatro anos contra o Império Gardarik. Por causa disso, um momento de paz começa a se estabelecer em Leidenschaftlich e surge um novo tipo de serviço de correio para auxiliar a maioria da população analfabeta: Bonecas Autômatas de Auto Memórias. Essa nova atividade é feita mulheres jovens e bonitas que produzem cartas carregadas emocionalmente com os verdadeiros pensamentos e sentimentos das pessoas.

A partir disso que a obra começa. O anime acompanha Violet Evergarden, uma garota que apenas viveu o horror da guerra e não sabe identificar os sentimentos. Com o fim do conflito entre Leidenschaftlich e o Império Gardarik, Violet acaba indo trabalhar nos correios e lá descobre as Bonecas de Auto Memórias. Após isso, a jovem tem interesse em trabalhar nesse serviço para entender o significado de: “Eu te amo”.

Violet Evergarden é uma história sobre sentimentos. O roteiro vai sendo desenvolvido de uma maneira gradual e extremamente bem pensada, para conseguir simular todos os passos da compreensão dos sentimentos. O início começa calmo e devagar, da mesma maneira que uma introdução; e a medida que narrativa avança, a obra vai ficando cada vez mais complexa e emocional, apresentando momentos extremamentes marcantes e impactantes.

A época em que essa animação foi criada foi muito… digamos, conveniente. Hoje em dia, vivemos na era da Internet, o que acaba nos mantendo conectados com informações o tempo inteiro. Porém, mesmo que essa tecnologia tenha criado mais maneiras de nos comunicarmos uns com os outros, parece que a sociedade está se tornando mais introspectiva e menos “conectada” com pessoas “reais”.

No início, achava as Bonecas de Auto Memória algo muito artificial, e até me questionei se alguém utilizaria esse serviço. Mas depois de pensar por um tempo, cheguei a conclusão que, para mim, receber uma carta feita a mão e imperfeita, possui muito mais significado do que um email imediato e prático. Talvez a light novel tenha sido criada com a intenção de ser uma crítica à maneira como nos comunicamos atualmente e que talvez precisamos mais do calor humano “ultrapassado”.

Os gêneros da animação também estão muito bem trabalhados. A comédia é discreta, mas extremamente funcional como alívio de tensão, de modo que o anime ganha uma certa leveza e não perde o tom da história. Já o gênero de guerra serve para dar uma boa profundidade para o enredo e expandir o seu universo interessante. Mas o ponto de destaque, que já havia sido mencionado anteriormente é o drama. A narrativa tem uma carga dramática muito bem desenvolvida que geram várias cenas emocionantes e extremamente bonitas, ao apresentar várias situações tocantes, empáticas e até bem reais.

Um belo exemplo disso, é o décimo episódio. Isso é uma experiência pessoal, mas esse foi episódio de anime que mais me entendeu como um ser humano. A imersão na narrativa foi tão profunda e empática, que eu tive os mesmos pensamentos e sentimentos que a Violet havia presenciado; mostrando o quanto o roteiro é envolvente e extremamente bem construído. Ou talvez eu só seja mesmo uma manteiga derretida.

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Em Violet Evergarden, a narrativa é contada por meio de várias histórias sobre clientes que contratam o Serviço de Auto Memória. Por causa disso, os personagens são basicamente divididos em dois grupos: os que não são a Violet e a própria Violet.

Os coadjuvantes funcionam como os mentores da Violet, de modo que eles ensinam a protagonista como os sentimentos devem ser interpretados. Desse jeito, acaba acontecendo uma troca mútua de experiências que permitem os personagens secundários possam se autoavaliar e assim evoluírem.

Já a Violet consegue ser muito mais interessante que os coadjuvantes. O roteiro do anime é basicamente um estudo de personagem principal. A criação da personalidade da heroína funciona seguindo o ritmo do enredo. A medida que a narrativas vai apresentando histórias mais dramáticas, isso significa que a própria Violet está deixando de ser um “boneca”, vai ganhando cada vez mais camadas de desenvolvimento e se tornando uma pessoa cada vez mais empática e cheia de sentimentos.

Por causa disso, a evolução da personagem vai ficando cada vez mais interessante e complexa a cada episódio que passa. Os sentimentos são apresentados de uma maneira bem tocante e bonita, fazendo com que a Violet aprenda a identificar os seus próprios sentimentos. A partir disso, é possível perceber o desenvolvimento da protagonista apenas olhando a feição da protagonista, que vai sofrendo alterações a cada novo episódio.

Outro assunto interessante abordado na animação é a maneira como os soldados retornam de guerras. A obra consegue inserir esse tema que mostra personagens descobrindo maneiras de superar traumas e aprendam como seguir em frente depois de vivenciarem experiências tão chocantes.

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O visual de Violet Evergarden é único. A animação está espetacular com uma ótima fluidez de cenas e uma qualidade gráfica estupidamente linda. Além disso, o CGI da animação está quase imperceptível, pois a técnica é apenas utilizada em objetos mecânicos, como em veículos e nas mãos da Violet, que estão muito muito bem feitas e esteticamente deslumbrantes.

Porém, o real destaque do visual da obra é a sua direção de arte magnífica. O desenho de personagens continua com as características da Kyoto Animation, no qual a maioria das personagens femininas merecem o título de waifu pelo character design (design de personagem) lindo.

Outro ponto fora da curva da direção de arte é a sua fotografia. Os cenários extremamente bem produzidos combinados com as cores vivas e o filtro de câmera brilhoso, criam uma experiência visual bela e impactante. Além disso, com a utilização de planos abertos, a adaptação consegue mostrar o melhor das estações do ano com os seus cenários esplêndidos e dignos de serem papéis de parede do Windows.

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Trilha sonora de Violet Evergarden também está muito bem feita. A dublagem da Violet feita pela Ishikawa Yui está convincente e consegue criar um tom de voz mecânico que, aos poucos, vai ganhando mais emoção à medida que a história avança.

Outro detalhe maravilhoso são as músicas do anime. A trilha musical é orquestral, linda e consegue ser extremamente versátil, já que as cenas harmonizam com as melodias, tornando-as mais impactantes e emocionais. E justamente por potencializar tanto esses momentos, chega ao ponto no qual fica difícil de escolher entre o que prestar a atenção, já que tanto a animação quanto as músicas estão excelentes.

E claro, não podemos esquecer da abertura e do encerramento. A ending “Michishirube” cantada por Minori Chihara combina muito com as cenas finais dos episódios e possui uma animação linda que mostra a beleza das estações do ano.

Mas a melhor música, na minha opinião, com certeza é a opening “Sincerely” cantada pela TRUE. A abertura possui uma voz bonita e uma melodia que se harmonizam perfeitamente e criam um tom extremamente bonito e emocional. Além disso, como a música foi feita especialmente para o anime, a letra retrata a essência da história.

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Violet Evergarden é um ótimo anime. A adaptação é um obra de arte que mostra a maior beleza do sentimento humano e a sua importância para compreensão e conexão entre as pessoas.

O roteiro é fenomenal e é uma aula sobre construção de personagem, o visual é tão belo e impressionante que chega a ser hipnotizante e a trilha sonora orquestral é maravilhosa e perfeita para quem gosta de ouvir músicas para relaxar. Violet Evergarden é uma das melhores animações da Kyoto Animation e provavelmente se tornará uma das mais marcantes da sua geração. O desenho é recomendado para pessoas acima dos dezesseis anos e para um público que gosta de drama intensos e cheios de ninjas cortadores de cebola. Além disso, apesar do final ser meio fechado, uma continuação em formato de filme chegará em 2020 e provavelmente será ainda mais impressionante que a primeira temporada.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

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Araburu Kisetsu no Otome-domo yo | Puberdade em modo de ataque

A puberdade é o momento da mudança. Quando somos crianças, o que mais queremos é crescer e tornar-nos adultos. Porém, quando passamos pela adolescência, nosso corpo e nossa mente passam por enormes mudanças que nos deixam perdidos e angustiados, de modo que começamos a entender que, na verdade, amadurecer é doloroso. E mesmo depois de passarmos por todas essas transformações esquisitas, quando nos tornamos mais velhos, bate uma saudade dessa época no qual as preocupações eram menores e ainda tínhamos uma certa inocência.

Agora, fique bem tranquilo, relaxado e acompanhe essa análise sem spoilers para saber se Araburu Kisetsu no Otome-domo yo (O Maidens in Your Savage Season) é realmente selvagem como o título diz, ou apenas uma história dócil e sem graça.

©Okada Mari / ©Emoto Nao / ©Lay-duce / ©Mainichi Broadcasting System / ©Kodansha / ©DMM pictures

Araburu Kisetsu no Otome-domo yo gira em torno de um grupo de meninas que participa do clube de literatura da escola secundária Tojo. Por causa da enorme ligação entre o erotismo e a literatura clássica japonesa, as garotas começam a entrar em contato com assuntos “adultos” e descobrem mais sobre questões relacionadas à sexualidade.

O enredo de O Maidens in Your Savage Season é sobre o amadurecimento. O roteiro é desenvolvido por meio do clube de literatura, no qual as meninas vão descobrindo mais sobre o sexo oposto, os seus próprios desejos e os “problemas” gerados por esses novos e estranhos pensamentos.

A maneira como a história é desenvolvida lembra a puberdade, em outras palavras: uma loucura. O gênero da adaptação fica alternando, a todo o momento, entre o romance, drama e comédia; criando uma analogia interessante com a juventude. Durante a puberdade passamos por uma confusão de pensamentos, no qual não sabemos o que somos e o que estamos sentindo; igual ao anime que não sabe qual tipo de história deve seguir; essa relação de incompreensão acaba se tornando bastante divertida e criativa.

Apesar dessa confusão de gêneros, a história é bem trabalhada. O drama consegue ser sério o suficiente para criar bons momentos de tensão; o romance é fofo e não tem aquele tom adolescente e irritante de Crepúsculo; e a comédia é divertida e possui várias “piadas sexuais” engraçadas, mostrando que o sexo não precisa ser sempre tratado de um jeito tão sério e rigoroso.

Esse “contraponto” me fez questionar se essa história é uma crítica a maneira como o Japão lida com esses assuntos, pois o país, hoje em dia, passa por sérios problemas com relação a taxa de natalidade. Indicando que, talvez, seja o momento de mudar o jeito de tratar a sexualidade dos jovens japoneses, para evitar mais problemas futuros.

Além disso, a obra também consegue ser educativa ao apresentar vários perigos gerados pelo sexo, mostrando temas informativos, como a gravidez, o assédio sexual sofrido por mulheres, menciona doenças sexualmente transmissíveis, alerta sobre encontro com desconhecidos e até sobre a pedofilía. Tudo isso é exibido de uma maneira até que realista e incômoda, mas sem exagerar negativamente e, creio eu, sem ofender ninguém.

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A construção de personagens é feita a partir do crescimento pessoal das protagonistas, nas quais cada uma das cinco heroínas vão descobrindo um assunto específico em relação a maturidade que precisam desenvolver para começarem a se tornar mulheres adultas. Tudo isso é trabalhado de modo que o anime quebra o estereótipo de “pureza” feminina, torna a visão do feminino mais interessante e grita bem alto: “Mulheres também pensam em sexo”.

Agora vamos falar um pouco sobre as cinco personagens principais. O grupo de literatura é composto por Onodera Kazusa, Sugawara Niina, Sudou Momoko, Hongou Hitoha e Sonezaki Rika; de modo que cada garota representa um tema relacionado à puberdade, como se apaixonar, curiosidade sobre sexo, confusão em relação ao sexo masculino, barreiras sociais em relacionamentos e até a questão de tratar qualquer coisa relacionada a sexualidade como um tabu.

Já os coadjuvantes, eles servem para auxiliarem as protagonistas a conseguirem desenvolver o enredo e desvendarem os mistérios sobre o amadurecimento. Normalmente personagens secundários nesses tipos de roteiros não se destacam; mas nessa história teve um certo personagem que conseguiu me chamar atenção, ao apresentar um gosto por um padrão de beleza diferente do japonês tradicional, o que me surpreendeu e agradou bastante.

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A direção de arte do anime é boa. O desenho dos personagens é delicado e bonito, de modo que todos os personagens possuem um visual agradável e possuem olhos grandes e bem expressivos; lembrando bastante Kuzu no Honkai (apesar da história de Otome Domo-yo ser mais “leve”).

Outro detalhe bacana da direção de arte é a utilização das cores. A obra utiliza tons bem claros que criam uma analogia muito interessante entre uma folha de papel em branco e o fato das protagonistas ainda serem donzelas. Ou seja, as garotas não estão definidas e ainda estão “puras”; da mesma maneira que uma folha de papel em branco que ainda têm a liberdade de adquirir qualquer cor ou desenho desejado.

A fotografia da adaptação também tem os seus momentos de destaque. Durante o primeiro episódio, os enquadramentos da câmera conseguem tornar algumas cenas bem dinâmicas, divertidas e muito bem dirigidas. Além disso, a animação da abertura e do encerramento de Otome-dome yo vão se modificando ao decorrer da série; tornando extras mais interessantes e evitando com que o espectador os pule.

©Okada Mari / ©Emoto Nao / ©Lay-duce / ©Mainichi Broadcasting System / ©Kodansha / ©DMM pictures / ©CHiCO with HoneyWorks

A dublagem de AraOto está bem competente. As personalidades e aparências das personagens principais combinam com as vozes das dubladoras, em especial a que faz a Hongou-senpai. A seiyuu Kurosawa Tomoyo consegue criar entonações que deixam a protagonista engraçada.

A trilha sonora do anime possui músicas bonitas e que combinam com as necessidades de cada cena; com um destaque maior para a abertura “Otome-domo yo” cantada por CHiCO with HoneyWorks. A opening tem uma melodia muito boa e o refrão consegue ser bastante empolgante e contagiante. Além disso, a letra também é muito legal e fala sobre a coragem das garotas de enfrentarem o processo doloroso de amadurecimento.

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Otome-domo yo é um bom anime. O desenho retrata a juventude de uma maneira caótica e dramática, mostrando que, nessa época da puberdade, os nossos hormônios nos fazem ficar loucos e descontrolados.

Com uma história divertida e dramática, protagonistas “selvagens”, uma direção arte interessante e um final completo “pra lá de prazeroso”; Otome-domo yo é uma saudação a puberdade e foi uma experiência divertida e inesperada, pois foi uma animação ofuscada por outros animes da temporada, no qual não ganhou o devido reconhecimento e que quase me passou despercebido. A adaptação é extremamente recomendada para pessoas acima dos catorze anos e é uma obra indicada, especialmente, para jovens libélulas e jovens gafanhotos que estão desfrutando da sua jovialidade.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

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Attack on Titan S2 | A segunda vez é sempre melhor

Há algum tempo atrás, havia saído a análise da primeira temporada de Shingeki no Kyojin aqui no site, e mesmo acompanhando o mangá, eu não tinha feito nenhuma comparação com a obra original. Alguns podem achar que foi só falta de atenção minha, mas a verdade (vai soar como desculpa) é que eu já havia planejado fazer uma comparação entre anime e mangá, APENAS, depois da primeira temporada, pois eu só havia começado a ler a história original depois de ter visto a primeira temporada (lá em 2014).

Agora que todo mundo já teve tempo de assistir e digerir a análise da primeira temporada; fique bem tranquilo, relaxe e acompanhe a análise de Attack on Titan S2 (Shingeki no Kyojin Season 2) para saber se é um bom anime e se essa segunda temporada faz jus a primeira.

OBS: Já que é uma análise de uma segunda temporada, OBVIAMENTE terá alguns spoilers. Por isso, recomendo que só leia esse texto após ter assistido a primeira temporada.  

©Production I.G / ©Dentsu / ©Mainichi Broadcasting System / ©Pony Canyon / ©Kodansha / ©Techno Sound / ©Funimation / ©Wit Studio / © Isayama Hajime

Depois dos acontecimentos da primeira temporada, a Tropa de Exploração se depara com uma grande surpresa: a existência de um titã dentro das muralhas. E logo após esse tremendo choque, uma alarme é acionado avisando que titãs foram vistos dentro do território humano e que a muralha Rose foi quebrada. Agora, cabe a Eren e seus amigos tentarem descobrir o que está acontecendo.

Assim como na primeira temporada, Attack on Titan S2 continua tendo um enredo brutal e violento sobre o sacrifício humano, no qual faz o espectador se questionar se os verdadeiros monstros são os titãs ou os próprios humanos. A história também consegue lembrar alguns assuntos mais sérios, como as questões de povos refugiados e a maneira como eles são vistos pelas pessoas das regiões que os recebem.

Outro detalhe positivo é a velocidade narrativa incessante. No mangá, após a captura da Titã Fêmea, a história diminui o ritmo e apresenta um arco menos emocionante e alucinante. Porém, felizmente, essa adaptação ficou muito mais intensa e interessante do que no manga, fazendo com que a animação tenha ótimas cenas de ação e alguns momentos extremamente tensos e desesperadores.

Outro ponto intrigante dessa temporada é o modo como ele desenvolve o gênero de mistério. A explicação de alguns segredos do universo de Shingeki no Kyojin, como as muralhas e os titãs, é apresentada de uma maneira instigante e interessante, fazendo com que o espectador fique cheio de curiosidade para entender o que está acontecendo. Além de ter uns momentos bizarros que dão um bom toque de terror para a trama.

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Nessa temporada, os personagens foram desenvolvidos de uma maneira bacana. Como a primeira temporada era uma apresentação de universo, obviamente que o Eren, a Mikasa e o Armin mereciam ter um maior destaque. Por causa disso, dessa vez os protagonistas receberam um pouco menos de atenção e os coadjuvantes ganharam os holofotes.

Personagens como a Sasha, Ymir, Christa, Reiner e Bertholdt conseguiram mais tempo de tela e agora adquiriam mais desenvolvimento, fazendo com que a história fique mais interessante, criativa e equilibrada, não deixando a obra se sobrecarregar ao dar atenção demais aos protagonistas e ao Levi (adoro o Levi, mas é bacana dar uma variada nos focos de personagens).

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A animação ainda continua competente, com uma boa fluidez dos movimentos e a direção de arte ainda está excelente. A taxa de qualidade gráfica melhorou, e agora têm pouquíssimos quadros mal desenhados ou ” tortos “.

Mas o destaque fica para os enquadramentos de câmeras. As cenas de mortes estão mais macabras e perturbadoras por causa do foco maior nos rostos dos personagens, fazendo com que Attack on Titan fique mais aterrorizante e ganhe mais aspectos do gênero de terror.

Além disso, as cenas de ação também ficaram melhores, pois o diretor utilizou vários planos que acompanham os personagens enquanto eles estão utilizando os equipamentos de manobras, deixando os combates mais eletrizantes e empolgantes; com um destaque para as cenas de ação da Mikasa.

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O áudio da segunda temporada de Shingeki no Kyojin continua muito parecido com o da primeira, tanto em quesito técnico quanto em tom. A trilha sonora ainda é épica e emocionante, o que acaba combinando com as cenas de ação, e a dublagem mantém-se competente e confere com as personalidade dos personagens.

O destaque fica para os extras da animação. A ending tem uma música sinistra e que causa um incômodo perturbador, no qual fica ainda mais acentuado pelas cenas do encerramento. A abertura é simplesmente incrível; a música Shinzou wo Sasageyo!” é viciante, agitante, épica e, na minha opinião, é a melhor opening da franquia. Sem mencionar que a cada nova temporada de Shingeki, parece que a participação da banda Linked Horizon vai se tornando cada vez mais obrigatória.

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Attack on Titan S2 é um ótimo anime e continua sendo um dos melhores shounens dessa década. O roteiro consegue criar uma história de mistério interessante, os personagens secundários ganham mais desenvolvimento, os enquadramentos melhoram as cenas de ação e a abertura é viciante.

A animação é recomendada para maiores de dezesseis anos e para um público que adora muita ação ou que gosta muito de obras violentas, lembrando um pouco as primeiras temporadas de Game of Thrones. E a cena final consegue te deixar empolgado para descobrir a identidade de um certo personagem e assistir a terceira temporada.

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Fruits Basket 1st Season | O remake de um clássico

Dezoito anos após a produção… divergente, do primeiro anime de Fruits Basket; o shoujo clássico (obras voltadas para garotas) de Takaya Natsuki finalmente ganhou uma nova adaptação em 2019 e, até onde eu sei, tem ganhado a aprovação dos fãs do manga, que se diziam ansiosos por um remake (refazer) que conseguisse fazer jus a obra original de 1998.

Agora, fique bem tranquilo, relaxado e acompanhe essa análise sem spoilers para saber se Fruits Basket 1st Season(Furuba – 2019) ganhou uma nova adaptação boa ou se deveria ter continuado com a sua ”hibernação”.

OBS: eu não li o mangá original e nem sou fã da série.

©Takaya Natsuki / ©TMS Entertainment / ©Funimation / ©TV Tokyo / ©TV Osaka / ©Nihon Ad Systems / ©Hakusensha

O enredo de Fruits Basket gira em torno de Honda Tōru, uma garota que acabou de perder a mãe e que agora precisa começar a viver sozinha. Apesar dessa fatalidade, a jovem tem uma vontade inabalável e continua, firmemente, tentando realizar o sonho da falecida mãe de terminar o ensino médio. No meio de toda essa história, Tōru acaba conhecendo e se envolvendo com a família Sōma, um clã misterioso e ligado à uma mística envolvendo o zodíaco chinês.

Furuba é, basicamente, um anime sobre empatia. O roteiro foca em desenvolver uma história comovente, no qual Tōru vai conhecendo várias pessoas diferentes e as ajudando a lidarem com os seus problemas, a partir de lições de amor que aprendeu com a sua querida e falecida mãe.

O anime consegue desenvolver os seus gêneros de uma maneira bem consistente. A comédia é divertida e faz referências a Tom e Jerry, Sexta-feira 13 e até a Nausicaä, criando um tom de leveza e alegria dos shoujos tradicionais.

Porém, o verdadeiro ponto fora da curva é o drama espetacular, que apresenta várias histórias bonitas, emocionantes e verídicas, ao ponto de formar uma conexão gigantesca com o espectador por mostrar inúmeros acontecimentos que podem acontecer a qualquer pessoa. O drama é tão bem desenvolvido que devo ter chorado em quase todos os episódios, o que me fez lembrar bastante de Clannad.

O que torna Fruits Basket ainda mais impressionante é o fato de ser uma obra profunda e que desenvolve vários temas bem maduros, como traumas, abandono e até o bullying. E mesmo mencionando assuntos tão sérios e tristes, consegue ser uma obra muito alegre e cheia de mensagens positivas para a vida.

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Os personagens da animação funcionam de uma maneira pouco convencional. Normalmente os coadjuvantes auxiliam o protagonista, para ele conseguir realizar os seus objetivos e mover a história para frente. Já no caso de Furuba é ao contrário, a Tōru que é responsável por ajudar os personagens secundários e eles fazem a narrativa prosseguir.

Um outra características dos personagens é o fato de todos eles conseguirem passar uma aura de tranquilidade e calma, o que é bastante agradável de se acompanhar. Além disso, quase todos os personagens possuem alguma história dramática e comovente, fazendo com que seja quase impossível não se apegar, pelo menos, a protagonista ou algum coadjuvante.

Agora vamos falar sobre os três personagens principais. Sōma Yuki e Sōma Kyō são parentes “próximos”, mas que se odeiam. Enquanto Yuki é calmo e gentil, Kyō é rebelde e muito temperamental; e são justamente essas diferenças que os fazem brigar tanto e torna os conflitos entre os dois uma boa parte da comédia da série.

E por último temos a “protagonista principal”, a Honda Tōru. A personagem é meiga, inocente e possui um carinho gigantesco pelo próximo que a torna extremamente cativante. Essas características podem fazer com que algumas pessoas achem a garota boba e até chata; porém acredito que ela serve para apresentar uma mensagem muito importante: conseguir sorrir mesmo na tristeza. É muito fácil e prático ficar triste diante de adversidades; mas ser capaz de ver o lado positivo dos problemas e encontrar a felicidade genuína, isso sim é difícil e uma conquista para poucos, fazendo com que a Tōru seja uma personagem admirável.

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A animação de Fruits Basket é agradável. A fluidez das cenas estão boas e os movimentos dos personagens estão naturais. Além disso, nas poucas cenas de tensão e ação do anime, a animação consegue entregar algo bem produzido e impactante, com um destaque especial para penúltimo episódio.

Outro detalhe bacana é a direção de arte. O novo traço delicado da animação trouxe uma renovação para a obra, para harmonizar com os desenhos dos animes atuais, e combinou bastante com o drama da história. Além disso, mesmo que o traço da adaptação esteja diferente do manga original, ainda é possível perceber que a essência do desenho da criadora.

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A trilha sonora de Furuba é bastante funcional. As músicas no geral são bem emotivas e discretas, mas ao mesmo tempo conseguem ser arrepiantes e impactantes, fazendo com que as cenas dramáticas fiquem mais bonitas e sentimentais. Chega ao ponto de que, quando começa a tocar uma melodia de piano, o espectador já sabe o que esperar.

A equipe de dublagem é eficiente. As entonações não soam forçadas e os tons das vozes dos dubladores combinam com as personalidades e características físicas dos seus respectivos personagens. Com um destaque para a Iwami Manaka, a dubladora da Tōru, que interpreta muito bem nas cenas dramáticas.

Os extras da adaptação também estão bem produzidos. O segundo encerramento “One Step Closer” (INTERSECTION) tem uma melodia bem sentimental e combina com episódios que possuem finais mais emocionantes. Já as aberturas, tanto a primeira (Again – Beverly) quanto a segunda (Chime – Ai Otsuka), trazem a essência emocionante e alegre da obra. Apesar de que, na minha opinião, ”Again” consegue ser mais impactante por causa da letra tocante.

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Fruits Basket é um ótimo anime. Após ver essa primeira temporada, não me surpreende o fato dos fãs do manga original terem ficado tão felizes com esse remake; afinal, uma história desse calibre merece ser adaptada até o final e a nova geração de otakus precisa ser apresentada a esse shoujo clássico.

Com uma história emocionante, personagens empáticos e uma parte técnica competente; Fruits Basket renasceu e “floresceu” como um dos melhores animes da temporada de primavera de 2019, valendo muito a pena ser assistido. A obra é recomendada para todas as idades e é uma animação obrigatória para quem gosta de um ótimo drama. O final deixa um bom gancho para uma continuação e, para quem gostar da série, nos créditos finais do último episódio aparece uma mensagem de que uma nova temporada chegará em 2020.

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Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba | Um novo pilar da Jump

2019 está muito bom para quem é fã da revista Weekly Shounen Jump. Demon Slayer finalmente ganhou um anime, que gerou vários comentários positivos na comunidade otaku, e se juntou a Yakusoku no Neverland e Dr. Stone, como a nova geração de “pilares da Jump” (mangas que mais vendem) que conseguiram ganhar uma adaptação nesse ano.

Agora, fique bem tranquilo e relaxado, e acompanhe essa análise sem spoilers para saber se Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba é realmente impressionante, como tantas pessoas falaram, ou se ele é só mais um “shounenzin” padrão que cairá no esquecimento.

©Gotouge Koyoharu / ©Aniplex / ©Shueisha / ©ufotable / ©crunchyroll

Em um Japão feudal, existem criaturas que se alimentam de seres humanos, chamadas de demônios (oni). Os oni possuem um sangue com poderes especiais, podem mudar de aparência, possuem uma capacidade de regeneração muito alta, têm uma força física gigantesca e a única maneira de matá-los é utilizando a luz do Sol.

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba acompanha Kamado Tanjirou, um garoto descendente de produtores de carvão que vive nas montanhas com a sua família composta por sete pessoas. Um dia, o jovem sai para vender carvão e quando retorna, descobre que a sua família foi atacada por alguma coisa e que a sua irmã Nezuko, se transformou em um demônio. Agora, Tanjirou parte em uma jornada para descobrir uma maneira de fazer Nezuko voltar a ser humana novamente.

Demon Slayer segue a fórmula tradicional dos shounen sem perder a sua originalidade e, ao longo dos 26 episódios, é quase impossível não se apegar a jornada de Tanjriou. A velocidade narrativa é agradável, tendo uma progressão gradual e equilibrada; e adaptação tem características próprias, pois acrescenta cenas que não existem no manga original, tornando o desenho um pouquinho mais interessante.

Outra característica agradável do enredo é a fidelidade aos gêneros estabelecidos. A comédia apresenta bastantes caricaturas, conseguindo ser divertida e cheia de momentos fofos. Sem falar que as cenas de ação são bem empolgantes, violentas e mostram vários combates desafiadores e perigosos.

A animação também não esquece de desenvolver as famosas ”morais da história” sempre presentes nos shounens. A obra mostra várias cenas de treinamento intenso para demonstrar ao público a questão do trabalho duro, da mesma maneira que Naruto e Boku no Hero, e também apresenta momentos bonitos da relação entre irmãos para representar a importância da família, do mesmo jeito que Fullmetal Alchemist fazia.

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Os personagens de Kimestsu no Yaiba são interessantes. Os “mocinhos” são carismáticos, divertidos e fofos. Já os vilões, na minha opinião, se destacam mais que os ”bonzinhos”, pois o anime consegue desenvolvê-los de uma maneira perversa, e mesmo assim, eles conseguem humanizar os antagonistas e fazer o espectador sentir pena dos personagens. 

Essa humanização dos vilões me fez refletir sobre algumas questões. Da mesma maneira que os demônios eram humanos, pessoas que são “más” já foram boas no passado. É muito intrigante como as adversidades da vida nos obrigam a fazer escolhas que vão acabar “determinando” a nossa índole e que algumas dessas péssimas escolhas foram feitas sob uma enorme dor emocional. Isso acaba fazendo o espectador compreender o motivo das decisões dos antagonistas e ter empatia pelos mesmos.

Agora vamos falar um pouquinho sobre os dois irmãos. Nezuko é a personagem feminina principal da história, e para falar a verdade, pouco se sabe respeito da protagonista já que ela quase não diz nada; mas pela maneira que ela se comporta, tanto como oni quanto nos flashbacks (lembranças) do Tanjirou, aparentemente ela sempre teve uma personalidade doce e gentil, bem parecida com a do irmão. 

O engraçado é que mesmo sem falar, a heroína é extremamente carismática e expressiva, conseguindo se destacar tanto nas cenas de ação quanto nas de comédia, além de ser uma das personagens mais fofas da série.

Tanjirou é um garoto de ouro; ele é bondoso, compreensivo e inocente, o perfeito irmão mais velho que lembra o Midoriya de My Hero Academia. O fato dele ser muito… ingênuo, fez com que eu não gostasse dele no início; porém no decorrer da história, percebi que ele é muito mais do que apenas um personagem dócil. 

Apesar do protagonista demonstrar simpatia pelos antagonistas e isso ser considerado uma fraqueza, ele ainda consegue ser bastante firme e confiante perante as suas decisões. Essa “contradição” fez com que eu acabasse gostando do Tanjirou e criasse uma enorme admiração pelo mesmo, pois pelo seu background (acontecimentos passados), seria muito mais fácil ele simplesmente odiar todos os vilões, mas fazê-lo ter empatia pelo inimigos torna o personagem muito mais complexo e interessante.

©Gotouge Koyoharu / ©Aniplex / ©Shueisha / ©ufotable / ©crunchyroll

A animação de Demon Slayer é muito boa. A ufotable conseguiu, mais uma vez, impressionar com o seu trabalho. Mencionar a animação fluida e bonita dos combates seriam fatos simples para comentar, mas o que mais me surpreendeu foi a inteligência na maneira de usar o CGI. A computação gráfica era usada muitas vezes nos personagens de fundo, conseguindo mascarar uma técnica de animação que não agrada a todo o público e ainda economiza dinheiro (mais barato usar o computador).

Outro detalhe interessante foram os enquadramentos. Para fazer o público não perceber o uso da computação gráfica, foi utilizado vários ângulos que tiravam o foco do que estava feito em CGI; e também foi usado vários planos de câmera distantes que “escondiam” a técnica de animação. 

A direção de arte da obra também é algo inacreditável. O desenho e as cores dos poderes do anime são muito lindos e a utilização de traços com linhas bem grossas fez as habilidades se tornarem mais realçadas. Além disso, quando acontece alguma cena mais engraçada, é alterado o desenho dos traços dos personagens.

E uma última coisa a se comentar, é mais um aviso e uma pequena curiosidade. Caso você se interesse por animação, recomendo que preste bastante atenção ao episódio 19, pois ele é uma obra de arte. O episódio tem uma animação extremamente fluida, uma direção de arte esplêndida e ainda é utilizado uma técnica de animação, chamada rotoscopia, que deixa uma cena hipnotizante (utilização de movimentos humanos reais que são redesenhados por cima, clique AQUI caso não tenha entendido).

©Gotouge Koyoharu / ©Aniplex / ©Shueisha / ©ufotable / ©crunchyroll / ©Go Shiina & Nami Nakagawa

A trilha sonora de Kimetsu no Yaiba é boa. As melodias lembram muito as músicas clássicas japonesas, nas quais sempre tem alguma senhora com uma voz bem aguda cantando. E durante as cenas de ação, a OST (original soundtrack – trilha sonora original) adquire um ritmo mais rápido e empolgantes, o que cria uma harmonização agradável com os combates da série.

A dublagem também está interessante. No geral, a equipe de dublagem consegue fazer um trabalho extremamente competente. Porém, os que ganham mais destaque são os dubladores Matsuoka Yoshitsugu (Hashibira Inosuke) e Hayami Saori (Kochoo Shinobu)

Matsuoka está irreconhecível como Inosuke, sendo difícil de reconhecer que é o mesmo dublador do Souma (Shokugeki no Souma). Já a Hayami apresenta uma técnica mais “refinada”, a seiyuu (dublador em japonês) consegue fazer uma voz que combina bastante com a personagem e possui um tom que transmite calma e perigo ao mesmo tempo.

Outra coisa interessante são os extras. A opening “Gurenge” e a ending “from the edge” são duas músicas boas de se escutar. E uma curiosidade divertida, é que a LiSA faz um ”trabalho integral” ao participar da produção tanto da abertura quanto da ending (mesmo que seja uma participação com a banda FictionJunction). 

Mesmo que “Gurenge” e “from the edge” sejam músicas bacanas; a que mais me impressionou foi a música de encerramento do décimo nono episódio. A melodia de “Kamado Tanjirou no Uta” (feita por Go Shiina e Nami Nakagawa) é muito linda e possui uma voz que combina perfeitamente com a cena final do episódio; criando uma harmonização que dá vontade de chorar.

©Gotouge Koyoharu / ©Aniplex / ©Shueisha / ©ufotable / ©crunchyroll

Demon Slayer é um anime marcante. Fazia tempo que eu não via um anime de shounen de batalha tão promissor desde Shingeki no Kyojin. O universo de Kimetsu é interessante, os personagens são cativantes, a animação é uma obra de arte e a trilha sonora é bem ambientada. 

Demon Slayer é recomendado para pessoas acima de dezoito anos e que gostem de obras com uma boa direção de arte ou que gostem de um bom shounen. Enfim; Kimetsu no Yaiba é um anime que veio para ficar e merece toda a atenção que teve; além disso, o final da adaptação consegue ser empolgante e trouxe a notícia de uma continuação em formato de filme.

Se você conseguiu ler até aqui, agradeço muito pela consideração. Caso tenha gostado, recomende para os amigos; caso tenha alguma coisa que precise melhorar, pode ficar a vontade para comentar. Eu vou ficando por aqui e falou, até o próximo post.

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